Conhecida no Brasil principalmente pelos carros elétricos, a BYD prepara uma ofensiva em um terreno até agora dominado por motores flex: o dos hatches compactos. A montadora confirmou a chegada do Dolphin G DM-i, modelo desenvolvido para enfrentar Volkswagen Polo, Chevrolet Onix e Hyundai HB20.

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Apesar do nome, o lançamento não será uma simples versão do Dolphin elétrico vendido atualmente no país. O novo carro tem projeto, carroceria e proposta diferentes. Também não será 100% elétrico: adotará um sistema híbrido plug-in que combina motor elétrico, bateria recarregável e um propulsor 1.5 a combustão.

A estreia brasileira está prevista para o início de 2027, segundo Alexandre Baldy, vice-presidente sênior da BYD Brasil. A tendência é que as primeiras unidades sejam importadas e que o modelo passe posteriormente a ser produzido em Camaçari, na Bahia.

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Tem nome de Dolphin, mas é outro carro

O Dolphin G mede 4,16 metros de comprimento, 1,83 metro de largura e 1,58 metro de altura. A distância entre os eixos é de 2,61 metros, superior à encontrada no Polo e no Onix.

O porta-malas também chama atenção. São 425 litros, contra 300 litros do Volkswagen Polo e 275 litros do Chevrolet Onix. O volume é próximo ao oferecido por modelos de categorias superiores e inclui um compartimento de 45 litros escondido sob o piso.

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O desenho segue a identidade visual da linha Ocean da BYD, mas traz entradas de ar no para-choque dianteiro, necessárias para refrigerar o conjunto híbrido. A carroceria é mais alta e larga que a dos principais hatches brasileiros, embora mantenha o comprimento típico do segmento.

Por dentro, as versões apresentadas na Europa têm painel digital de 8,8 polegadas e central multimídia de até 12,8 polegadas. Entre os equipamentos disponíveis estão câmera com visão de 360 graus, teto panorâmico, controle de cruzeiro adaptativo, monitoramento de ponto cego e alerta de tráfego cruzado.

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Como funciona o Dolphin G híbrido

O sistema DM-i da BYD prioriza o motor elétrico, que movimenta as rodas na maior parte do tempo. O propulsor 1.5 a combustão pode gerar energia para a bateria ou auxiliar diretamente na tração em determinadas situações.

Na configuração europeia, o motor elétrico entrega 163 cv e 21,4 kgfm de torque. Dependendo da versão, a potência combinada chega a 212 cv. A aceleração de zero a 100 km/h é feita em 8,3 segundos, desempenho semelhante ao de alguns hatches compactos esportivos.

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A BYD oferece duas baterias. A menor, de 7,42 kWh, permite percorrer até 40 quilômetros sem usar combustível. A maior tem 18,3 kWh e amplia a autonomia elétrica para 105 quilômetros. Com a bateria carregada e o tanque de 42 litros cheio, o alcance total declarado chega a 1.040 quilômetros, segundo os dados divulgados pela fabricante na Europa.

O consumo anunciado de 1,4 litro a cada 100 quilômetros considera a bateria carregada e o ciclo de homologação europeu. Com a carga esgotada, a própria BYD informa consumo de aproximadamente 4,5 litros por 100 quilômetros. Os números brasileiros ainda dependerão da homologação do Inmetro.

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Versão brasileira poderá usar etanol

A BYD já anunciou que pretende converter todos os seus híbridos vendidos no Brasil para o sistema flex. O primeiro será o Atto 2 DM-i, e a mesma adaptação deve chegar ao Dolphin G.

Com isso, o hatch poderá ser abastecido com gasolina ou etanol, além de receber energia pela tomada. A combinação pode se tornar um diferencial importante diante de Polo, Onix e HB20, que oferecem motores flex, mas ainda não contam com versões híbridas plug-in.

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Autonomia, consumo e potência poderão mudar em relação ao carro europeu por causa da adaptação ao combustível brasileiro. A BYD ainda não apresentou a ficha técnica definitiva do modelo nacional.

Quanto poderá custar o novo BYD?

O preço ainda não foi confirmado. As estimativas iniciais apontam para cerca de R$ 130 mil, posicionando o Dolphin G entre o Dolphin Mini e o Dolphin elétrico.

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Esse valor deixaria o BYD distante das configurações básicas de Polo e Onix, mas próximo das versões automáticas mais equipadas dos dois modelos. A produção nacional será decisiva para que a montadora consiga reduzir custos e disputar um segmento conhecido pelas margens apertadas e pelo grande volume de vendas.

Se a projeção se confirmar, o Dolphin G poderá se tornar o híbrido plug-in mais barato do Brasil. Mais do que outro integrante da família Dolphin, ele representará a primeira tentativa da BYD de disputar diretamente o comprador dos hatches flex tradicionais.

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