Um refúgio de águas ultra-transparentes e coloração azul-turquesa tem se consolidado como o destino mais cobiçado por viajantes que buscam paisagens exuberantes e fora do circuito tradicional. Trata-se da Cachoeira Santa Bárbara, localizada no município de Cavalcante (GO). E fica dentro de um território quilombola.

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Embora o visual remete imediatamente às praias caribenhas, o grande diferencial desse santuário ecológico é sua localização geopolítica: o poço fica encravado dentro do Território Kalunga, reconhecido como o maior sítio histórico, cultural e quilombola em extensão territorial do Brasil.

Normas de acesso e o impacto do turismo comunitário

A cristalinidade da água, gerada pela incidência da luz solar sobre o fundo de calcário do rio, é protegida por um modelo rigoroso de governança turística. Para evitar a degradação do ecossistema, o tempo de permanência de cada grupo de visitantes no poço principal é limitado a exatamente 1 hora.

Além disso, o acesso à atração é condicionado à contratação obrigatória de um guia local pertencente à comunidade Kalunga.

Essa dinâmica fomenta o chamado turismo comunitário, um arranjo onde a receita gerada pelas taxas de visitação e serviços é distribuída diretamente entre as famílias tradicionais que habitam a região.

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Além de conduzir os ecoturistas pelas trilhas, os moradores oferecem refeições típicas preparadas em tradicionais fogões a lenha, transformando a passagem pelo local em uma imersão gastronômica e cultural.

Logística e o roteiro detalhado

A viagem exige um planejamento logístico dividido em etapas aéreas e terrestres. O trajeto inicial consiste em um voo com destino ao Aeroporto Internacional de Brasília. Na capital federal, o roteiro se desdobra por via rodoviária, onde o viajante deve percorrer cerca de trezentos e vinte quilômetros — um deslocamento de cinco horas de carro subindo pelas rodovias BR-020 e GO-118, trajeto muito procurado durante feriados prolongados.

A reta final da jornada adiciona traços de aventura ao percurso. Ao chegar em Cavalcante, o turista precisa encarar mais vinte e sete quilômetros de estrada de terra até a comunidade base do Engenho II.

A partir dali, o deslocamento interno é feito em veículos do tipo pau de arara por um trecho de quatro vírgula cinco quilômetros, sendo concluído com uma caminhada leve de um vírgula cinco quilômetro em meio à vegetação nativa do Cerrado até a queda d’água.

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*Com edição de Nicoly Souza