Com o financiamento de R$ 1,1 bilhão do programa Investe+ Aeroportos, do Ministério de Portos e Aeroportos, o terminal de Brasília ganhará um shopping aberto e um clube com piscina de ondas. A iniciativa flexibilizou as regras do setor e estendeu os contratos comerciais até 2067, trazendo segurança jurídica para o investidor privado.
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FOTOS: Entenda o novo complexo no aeroporto
Essa segurança jurídica abriu o apetite do mercado imobiliário para testar no Brasil o conceito global de aerotrópole, que transforma aeroportos em bairros autônomos de consumo. O objetivo econômico por trás do investimento é claro: blindar o caixa da concessionária Inframerica contra a volatilidade do mercado de passagens aéreas.
— O terminal deixa de ser apenas um local de pousos e decolagens para se tornar um espaço de convivência, lazer e serviços — explica o diretor comercial da concessionária, Rogério Coimbra.
O novo shopping de Brasília em detalhes
A primeira entrega desse pacote está programada para 15 de setembro de 2026, com a inauguração do shopping. Localizado a menos de 500 metros do terminal de passageiros, o empreendimento terá mais de 60 mil metros quadrados de área construída, abrigando 130 lojas, academia de três mil metros quadrados, dez restaurantes e seis salas de cinema, incluindo quatro salas VIP e uma supertela a céu aberto.
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— Será uma experiência totalmente nova, surpreendente e com espaços abertos. Muito diferente do que se vê em um shopping comum — afirma Juan Horacio Djedjeian, vice-presidente da Inframerica.
A engenharia do negócio aposta na alta renda per capita do brasiliense e na localização estratégica do aeroporto, colado a bairros como Lago Sul e Park Way, para criar um fluxo de trânsito focado em entretenimento, mesmo para quem não vai viajar.
— Este shopping é diferente justamente pela preocupação com o meio ambiente — destaca a técnica ambiental Noeli Maria, que acompanha as obras.
Geração de empregos e desenvolvimento
Por enquanto, o impacto mais imediato do bilhão injetado no projeto está no mercado de trabalho local, visto que a construção do shopping emprega atualmente cerca de 650 operários e deve abrir aproximadamente duas mil vagas de empregos diretos após a abertura das lojas.
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O ministro dos Portos e Aeroportos, Tomé Franca, defende que o programa foi desenhado para fazer dos aeroportos vitrines comerciais capazes de impulsionar o desenvolvimento regional e gerar renda.
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*Com edição de Luiz Daudt Junior.





