Faísca, a cachorra que teve a pata quebrada pelo tutor em Rio Negrinho, no Planalto Norte catarinense, morreu durante uma cirurgia para tratar as lesões nesta quarta-feira (28). Ela havia sido resgatada de uma situação de violência familiar e maus-tratos na última segunda-feira (26). O tutor pode ter a pena agravada.

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Desde que foi resgatada, Faísca ficou aos cuidados da Grupra, uma Organização não governamental (ONG) da cidade, e passou por diversos cuidados veterinários. A associação chegou a iniciar uma campanha online para custear os exames, procedimento cirúrgico no fêmur (que foi quebrado em diversas partes) e diárias na clínica.

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A morte de Faísca foi confirmada pela ONG nas redes sociais. “Foi feito a cirurgia no fêmur, porém recebemos a informação que ela não resistiu. Nosso coração está em pedaços”, afirmou a Grupra.

A ONG ainda descreveu Faísca como uma cadela super fofa, que veio de uma família em situação precária. “Triste realidade que acontece a todo momento”, disse.

Investigação

A cachorra foi encontrada pela Polícia Civil em uma área de mata em Rio Negrinho na segunda-feira (26). O caso foi denunciado por uma mulher após um episódio de violência doméstica.

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De acordo com a vítima, o homem e companheiro agrediu violentamente a Faísca e a escondeu. O crime teria sido praticado porque o suspeito não aceitava que o animal saísse para a rua.

Ao tentar intervir para proteger o cão, a vítima informou que o agressor continuou as agressões, causando lesão em uma das patas do animal, além de ameaçá-la de morte.

A vítima, acompanhada de seus dois filhos, conseguiu deixar a residência e acionou a Polícia Militar, sendo encaminhada até a delegacia. Na ocasião, também foi informado que a cachorra estaria ferida e havia desaparecido após as violências praticadas.

Durante buscas, policiais civis localizaram e resgataram o animal, que estava amarrado em uma árvore próxima à casa da família.

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O homem foi preso em flagrante pelos crimes de maus-tratos contra animal, por praticar ato de abuso, ferir ou mutilar animal doméstico, e ameaça.

Segundo o delegado Bruno Sinibaldi, o tutor poderá ter a pena agravada, de um sexto a um terço, após a morte de Faísca.

Confira momento em que Faísca foi encontrada