O acompanhamento do calendário vacinal na terceira idade funciona como uma barreira prática para evitar complicações de saúde, internações e a perda da autonomia. Com o passar dos anos, o sistema de defesa do corpo passa por um envelhecimento natural conhecido como imunossenescência, o que diminui a proteção contra infecções comuns. Por isso, manter a carteirinha atualizada garante que o organismo tenha anticorpos prontos para reagir caso entre em contato com vírus e bactérias.

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Para orientar a população sobre os prazos, locais de atendimento e a importância de cada dose, a reportagem reuniu as principais diretrizes dos órgãos oficiais de saúde.

FOTOS: O calendário oficial de imunização na terceira idade

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Por que a vacinação é necessária nesta fase

Doenças respiratórias e infecções que costumam ser leves em adultos jovens possuem um potencial muito maior de evoluir para quadros graves e pneumonias em pessoas com mais de 60 anos. O risco aumenta quando o idoso convive com comorbidades crônicas, como diabetes, hipertensão ou problemas cardíacos. A imunização reduz drasticamente os índices de hospitalização e ajuda a preservar a qualidade de vida e o bem-estar no cotidiano.

Além disso, as vacinas são necessárias de forma periódica porque a proteção do organismo na terceira idade tende a diminuir mais rápido ao longo dos meses. Os reforços frequentes servem justamente para reativar as defesas do corpo.

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As quatro vacinas mais importantes

O Ministério da Saúde preconiza quatro imunizantes fundamentais para a rotina geral da população idosa, todos disponíveis de forma gratuita pelo Sistema Único de Saúde (SUS):

  • Influenza (Gripe): Exige uma dose anual, oferecida nas campanhas nacionais do SUS. Como o vírus sofre mutações constantes, o imunizante é atualizado a cada temporada com as variantes mais recentes.
  • Covid-19: O reforço periódico é recomendado nas unidades de saúde para manter a imunidade ativa contra as formas graves e mutações do vírus.
  • Hepatite B: Indicada em um esquema de três doses na rede pública para os idosos que nunca receberam o imunizante ou que não completaram o ciclo.
  • Tríplice bacteriana do adulto (dTpa): Protege contra difteria, tétano e coqueluche. É recomendada para garantir uma cobertura mais ampla contra infecções respiratórias transmissíveis.
  • Pneumocócica 20-Valente: Oferece proteção robusta contra os principais sorotipos da bactéria causadora de pneumonias graves, meningite e infecções generalizadas.
  • Herpes-Zóster: Recomendada de forma ampla por sociedades médicas para evitar o desenvolvimento do vírus da “cobreiro” e suas complicações dolorosas na pele, estando disponível em clínicas privadas.
  • VSR (Vírus Sincicial Respiratório): Imunizante focado na prevenção de infecções respiratórias graves em idosos com maior risco de complicações.
  • Febre Amarela: Aplicada em dose única em casos específicos, voltada para idosos que vivem ou vão viajar para áreas de risco, após avaliação médica no SUS.

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Onde e quando buscar o serviço

As doses de rotina (como a da Covid-19, Hepatite B e dT) ficam disponíveis durante o ano inteiro nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) e nos postos de atendimento de cada município. Já a vacina da gripe possui um período específico, sendo aplicada durante as campanhas anuais de mobilização nacional, que costumam ocorrer nos meses que antecedem as estações mais frias.

Quais documentos levar

Para receber as vacinas, é fundamental comparecer à unidade de saúde portando documentos básicos de identificação e históricos médicos:

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  • Documento de identidade oficial com foto (RG ou CNH).
  • Cartão Nacional de Saúde (cartão do SUS) ou o número do CPF.
  • Caderneta física de vacinação (se houver).

Caso o cidadão tenha perdido o cartão de vacinas antigo ou não possua registros de doses anteriores, o atendimento continua garantido. A equipe de enfermagem abre um documento novo e monta um esquema de atualização do zero, aplicando as doses prioritárias para a idade.

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O cuidado com as notícias falsas

O maior obstáculo para manter as carteirinhas em dia é o avanço de boatos e correntes alarmistas em redes sociais, que exageram efeitos colaterais e desestimulam a ida aos postos. Para esclarecer dúvidas e desmentir boatos que circulam na internet sobre medicamentos e imunizantes, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) mantém o portal oficial Anvisa sem Desinformação. A recomendação técnica é ignorar alertas de fontes desconhecidas e buscar orientação diretamente com as equipes de saúde das unidades de atendimento.

*Com edição de Luiz Daudt Junior.