Camboriú (SC) se prepara para receber a elite do ciclismo mundial no próximo domingo (08), com a segunda edição da UCI Gravel World Series Brazil, etapa que abre o calendário das Américas do circuito internacional de gravel da União Ciclística Internacional (UCI). A prova é a única realizada no Brasil que garante classificação para o Campeonato Mundial de Gravel da UCI, que está marcado para outubro, na Austrália.
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Toda a prova será transmitida ao vivo pelo Canal do YouTube da NSC. Entre os grandes nomes presentes, está o bicampeão mundial de mountain bike marathon (XCM), Henrique Avancini. O atleta fará a estreia da temporada em Santa Catarina, pela equipe Localiza Meoo-Swift Procycling.
Outra atleta de renome que também está confirmada é a britânica Madeleine “Maddy” Nutt, vencedora da edição anterior da prova. A lista de participantes também inclui a canadense Sarah Diekmeyer, que fará estreia na etapa brasileira.
O evento terá, ainda, a presença do belga Erwin Vervecken, diretor global dos eventos UCI World Series de Gravel, Gran Fondo e Ciclocross. Essa será a primeira vez que o dirigente acompanha um evento do circuito na América do Sul. Além de acompanhar a organização, ele também disputará a prova.
Evento percorre 113 quilômetros
Nesta edição, a largada e a chegada da prova devem acontecer no campus do Instituto Federal Catarinense, localizado na Rua Joaquim Garcia, no centro de Camboriú, a partir das 7h. O trajeto é praticamente o mesmo da edição anterior, com alteração apenas nos primeiros 5 km devido à mudança do ponto de partida.
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O evento inicia nesta sexta-feira (6), a partir das 14 horas, com a abertura da Expo e a entrega dos kits. Já no sábado (7), será realizada uma coletiva de imprensa no auditório do Instituto Federal Catarinense. Ainda, a organização fará o briefing com todas as informações sobre a prova.
A Riders Sports, organizadora do evento, preparou dois percursos principais. O primeiro deles, chamado de Granfondo, terá 113 km e 1.778 metros de altimetria acumulada, com cerca de 90% do trajeto em pavimento gravel. Já o segundo, o Mediofondo, terá 69 km e 1.117 metros de altimetria acumulada.
Segundo o diretor de prova André Gohr, o percurso exige dos competidores muita estratégia e controle do esforço ao longo do trajeto.
— O segredo para quem vai correr a prova longa é a hidratação. Assim como no ano passado, há grandes chances de fazer um dia de muito calor e de umidade elevada. O percurso menor também tem uma altimetria considerável, e a chave para fazer uma boa corrida é saber dosar a energia para não faltar — comenta.
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Conforme o protocolo da UCI, o trajeto poderá sofrer alterações em caso de condições climáticas extremas que coloquem em risco a segurança dos ciclistas.
Estrutura, apoio mecânico e tempo limite
A prova é aberta a ciclistas federados e não federados, de ambos os sexos, a partir de 15 anos. Ainda, as etapas da UCI Gravel World Series podem ser disputadas com diferentes tipos de bicicletas, com exceção de modelos motorizados, tandem e bicicletas de contrarrelógio.
No quesito duração, os participantes da categoria Granfondo terão limite de até 6h30min para completar o percurso. Para cumprir esse tempo, é necessária uma velocidade média de 18 km/h. Já na categoria Mediofondo, o limite será de 4h30min, com uma média de 13 km/h.
De acordo com o diretor da prova, a maioria dos competidores deve completar o percurso mais longo entre 4h30min e 5h30min, enquanto o trajeto menor deve ser concluído entre 3h30min e 4h30min.
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Para garantir o bem-estar dos participantes, toda a prova terá estruturas de apoio aos competidores. O percurso Granfondo terá seis pontos de hidratação distribuídos ao longo do trajeto, enquanto o Mediofondo contará com quatro estações de hidratação. Na área de largada, haverá apoio mecânico neutro, oferecido pela marca japonesa Shimano, para ajustes de última hora.
Durante a prova, alguns motociclistas estarão disponíveis para prestar auxílio em eventuais problemas mecânicos. Mesmo assim, é importante que os competidores levem um kit básico de ferramentas e reparo de pneus, para resolver problemas emergenciais.
Categoria aberta e vagas para o Mundial
Além das categorias oficiais que classificam para o Mundial, a organização criou, para essa edição, a categoria Mediofondo Open. A disputa é voltada a ciclistas que desejam participar da experiência de uma prova do calendário da UCI sem disputar vaga na competição mundial.
A categoria não possui divisão por idade e é aberta a participantes de 15 até 50 anos no masculino e até 59 anos no feminino. Essa premiação terá pódio único, e todos os inscritos recebem o mesmo kit dos atletas das categorias oficiais.
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Nas categorias qualificatórias, os 3 primeiros colocados de cada categoria masculina e feminina garantem vaga direta para o Campeonato Mundial de Gravel. Também se classificam os atletas que terminarem entre os 25% melhores de cada categoria de idade, desde que completem a prova dentro do tempo limite estabelecido.
Para disputar o Mundial, é necessário ter uma licença válida emitida pela federação nacional filiada à União Ciclística Internacional, além de um documento de identidade UCI ID e seguro contra acidentes pessoais e responsabilidade civil no país do evento.
Maratona de mountain bike diversifica as provas
Além da modalidade de grave, o evento também contará com uma maratona de mountain bike voltada ao público da modalidade. Essa competição terá duas opções de percurso: a categoria XCM, com 69 km e o mesmo trajeto da prova Mediofondo; e a Social Ride, que contempla um trajeto de 38 km.
As duas provas são exclusivas para bicicletas de mountain bike e não classificam para o Mundial de Gravel. O kit do atleta não está incluso nessa modalidade.
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— Tivemos muitos pedidos de mountain bikers que queriam participar do evento e abrimos a categoria XCM para esse público. Assim, todos poderão desfrutar da estrutura e curtir o evento internacional. A disputa começa logo após as largadas da UCI Gravel — afirma Salvadori.

