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Florianópolis

Câmeras usadas por policiais estavam desligadas durante confronto no Morro do Mocotó

Segundo comando da PM, policiais relataram ter seguido procedimento padrão durante a ação 

13/09/2019 - 14h22 - Atualizada em: 13/09/2019 - 19h22

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Por Redação CBN Diário
Câmeras corporais usadas pela Polícia Militar de Santa Catarina
Câmeras corporais usadas pela Polícia Militar de Santa Catarina
(Foto: )

Um inquérito interno da Polícia Militar vai verificar a conduta de policiais durante um confronto com suspeitos de envolvimento com o tráfico de drogas no Morro do Mocotó, em Florianópolis. Pelo menos cinco pessoas ficaram feridas após o tiroteio — entre os atingidos, a filha de uma doméstica e uma grávida de quatro meses. A medida, segundo a assessoria da PM, é tomada sempre que alguém fica ferido durante a ação policia.

Em entrevista à NSC TV, o comandante da PM e presidente do Colegiado Superior de Segurança Pública de Santa Catarina, coronel Araújo Gomes, disse que o confronto começou após pessoas armadas atirarem contra os policiais, que faziam ronda no local.

Quatro policiais participaram da ação no Morro do Mocotó. Eles relataram ao comando que seguiram o procedimento padrão em conflitos deste tipo. As câmeras corporais usadas pelos agentes estavam desligadas no momento do tiroteio.

De acordo com vídeos registrados por moradores, os disparos de balas de borracha atingiram dois homens no confronto, que foram levados para o hospital sob custódia da polícia. Um foi atingido na perna e o outro levou cinco tiros no abdômen. Eles não correm risco de morte, e devem ser presos em flagrante após receberam alta.

Segundo o comando da PM, os suspeitos estavam com uma pistola de uso restrito, roubada ano passado. Além disso, foram apreendidos pelos agentes dois quilos de maconha durante a ação.

Próximo ao local do confronto, há uma associação que presta atendimento a 190 crianças. A maior parte delas estava em aula no momento em que aconteceram os disparos. Segundo a coordenação pedagógica da Casa da Criança, professoras tentaram acalmar os alunos. As cortinas das salas foram fechadas para tentar evitar que as crianças percebessem o que estava acontecendo do lado de fora.

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