A filiação de Ronaldo Caiado ao PSD, novidade da semana na política nacional, consolidou a decisão do partido de lançar candidato à Presidência da República, em um movimento que impacta também as decisões de Santa Catarina. O PSD, que já tinha dois governadores como nomes fortes buscando a condição de candidato — Ratinho Júnior, governador do Paraná, e Eduardo Leite, governador do Rio Grande do Sul —, tem agora o governador de Goiás como terceiro nome para a disputa interna. Lideranças nacionais do partido apontam que o nome que estiver mais bem colocado nas pesquisas ganhará o apoio do partido para disputar o Palácio do Planalto em outubro.
Continua depois da publicidade
A candidatura do PSD deve evitar ataques diretos ao atual presidente Lula (PT) e buscará fazer frente à chapa de Flávio Bolsonaro (PL), nome escolhido pelo ex-presidente Jair Bolsonaro para concorrer pela raia da direita bolsonarista. A definição do partido no cenário nacional, no entanto, tem reflexos também na disputa em Santa Catarina. Com certeza de candidato à Presidência, o PSD define também que João Rodrigues (PSD) será, de fato, candidato ao governo de SC. O prefeito de Chapecó já vem afirmando isso nos últimos meses e marcou até data para a renúncia da prefeitura: 23 de março.
O projeto de João Rodrigues e do PSD já têm os primeiros alvos em busca de alianças: o MDB e o PP. Lideranças da cúpula do PSD em Brasília afirmam que a “traição” do governador Jorginho Mello (PL) ao MDB, anunciando que o partido teria a vaga de vice na chapa, mas anunciando semanas depois o nome do prefeito de Joinville, Adriano Silva, do Novo, é um dos principais ativos e argumentos do partido para a negociação com os emedebistas.
Já a conversa com o PP deve se dar a partir de aproximação com o senador Esperidião Amin (PP). Interessado em disputar a reeleição em outubro, Amin era dado como nome certo na chapa de Jorginho, mas perdeu espaço em razão do racha causado pela mudança de Carlos Bolsonaro para concorrer ao Senado por SC. Pressionado a garantir o espaço também à deputada federal Carol de Toni na chapa ao Senado, o governador pode ter que se render a uma “chapa pura” na corrida ao Senado, deixando Amin pelo caminho. Em razão disso, o PSD de João Rodrigues deve buscar atrair o PP de Amin, que traria a reboque o União Brasil, já que os dois partidos compõem uma federação.
Continua depois da publicidade

