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    Arma secreta

    Canela pode ajudar na luta contra o Parkinson

    Fonte de benzoato de sódio, substância química que pode proteger o cérebro, o condimento se mostrou eficaz quando testado em laboratório

    12/07/2014 - 03h01

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    Por Redação NSC
    (Foto: )

    A canela pode ser uma carta na manga na batalha contra a doença de Parkinson. Cientistas descobriram que o tempero é fonte de uma substância química que pode proteger o cérebro.

    Nosso fígado converte canela em benzoato de sódio, um medicamento aprovado e usado no tratamento de distúrbios neuronais.

    Em um estudo com camundongos no Centro Médico da Universidade de Rush, em Chicago, uma equipe de pesquisadores observou que a substância, quando entra no cérebro, interrompe a perda de proteínas que ajudam a proteger as células, protegendo os neurônios e melhorando as funções motoras.

    - Isso poderia ser uma das abordagens mais seguras para deter a progressão da doença em pacientes de Parkinson- diz o professor Kalipada Paha.

    Testes anteriores mostraram que a canela do Sri Lanka, pelo seu grau de pureza, é mais eficaz para frear o avanço da doença.

    A investigação demonstrou que, após ser consumida, a canela em pó é convertida em benzoato de sódio. Penetrando no cérebro, protege os neurónios e normaliza os níveis de neurotransmissores nos ratos com mal de Parkinson.

    - A compreensão de como a doença funciona é importante para o desenvolvimento de medicamentos eficazes que protejam o cérebro da progressão do mal de Parkinson- acrescenta o pesquisador.

    O mal de Parkinson é uma patologia de progressão lenta que afeta uma pequena área de células dentro do meio do cérebro conhecida como substantia nigra. A degeneração celular acaba provocando uma redução em neurotransmissor químico vital, a dopamina.

    A diminuição da dopamina resulta em um ou mais dos sinais clássicos de doença de Parkinson, que inclui tremor em repouso, de um lado do corpo; lentidão de movimentos; rigidez dos membros e problemas de equilíbrio.

    A origem da doença é desconhecida, mas ambas as causas ambiental e genética têm sido apontadas pelos especialistas. Embora um em cada seis pacientes sejam diagnosticados antes dos 50 anos, é geralmente considerada uma doença que atinge idosos, pois afeta uma em cada 100 pessoas com mais de 60 anos de idade.

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