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    Captação de água na Lagoa do Peri em Florianópolis será reduzida em 75%, diz Casan

    Ideia é, até o fim do ano, colocar em prática três operações para recuperação do local

    11/09/2020 - 10h48 - Atualizada em: 11/09/2020 - 10h54

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    Por Juliana Gomes
    Quando nível de água baixa, bancos de areia costumam ficar aparentes
    Quando nível de água baixa, bancos de areia costumam ficar aparentes
    (Foto: )

    Uma auditoria do Tribunal de Contas do Estado vai avaliar a situação da Lagoa do Peri em Florianópolis. O baixo nível da água preocupa os moradores do Sul da Ilha que receiam danos ambientais e colapso no abastecimento da região. Para recuperar o nível da Lagoa, a Companhia Catarinense de Águas e Saneamento (Casan) anunciou que vai reduzir em 75% a captação no local.

    A Lagoa do Peri abastece 140 mil moradores do Sul e Leste da Ilha. O nível de água, medido do fundo até a superfície, subiu 24 centímetros com a chuva dessa semana. Passou de 1,5m para 1,74m, mas esse aumento ainda é insuficiente, afirmou à repórter da NSC TV Bárbara Barbosa, o superintendente da Casan na região metropolitana Joel Horstmann.

    - O nível ideal é em torno de 2,1m a 2,2m. De domingo até na segunda-feira, teve um aumento de 3 centímetros no nível da lâmina da Lagoa do Peri. Com as chuvas subiram mais 21 cm – explicou.

    Segundo a Epagri/Ciram, o volume de chuva no Sul da Ilha é o menor da capital e um dos mais baixos do Estado. Na última segunda-feira (7), moradores fizeram protesto para chamar atenção para o problema. Para eles, medidas de racionamento poderiam ter evitado a situação. 

    Segundo a diretora presidente da Casan Roberta Mass dos Anjos, a Companhia colocou em prática há meses uma estratégia para reverter o problema.

    - Desde quando começou a crise hídrica no ano passado, a Casan vem fazendo obras estruturantes pra que a gente não chegasse a esse ponto – afirmou.

    Conforme a Casan, um plano de ação busca diminuir a dependência da Lagoa para o abastecimento da região desde o início de 2020. De lá pra cá, a captação no local diminuiu em 50%. 

    A autorização para captar água no local é de 200 litros por segundo, mas para tentar preservar o nível da água, a Companhia reduziu para 110. A meta é até o fim do ano chegar a 35 litros por segundo.

    Até a primeira quinzena de dezembro, a Casan pretende colocar em prática três operações, para reduzir em 75% a exploração de água na Lagoa do Peri, conforme o diretor de operação e expansão da Casan Fábio Kruger.

    - Uma delas (das operações) é interligar o sistema Costa-Norte com a Barra da Lagoa. Vamos interligar a parte do aeroporto, que hoje tem uma adutora que recebe água do sistema de Santo Amaro da Imperatriz. Será interligado utilizando a nova avenida de acesso ao aeroporto, interligando com o Campeche. Temos 12 poços e vamos chegar a mais três – detalhou.

    A Casan tem licença ambiental do Instituto do Meio Ambiente (IMA) até 2024 para captar água na Lagoa do Peri. A previsão é que nível de águas se normalize até o final do primeiro semestre de 2021.

    *Com informações da repórter da NSC TV Bárbara Barbosa.

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