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    Caramujo africano visto em Florianópolis é prejudicial à saúde; veja cuidados

    Orientação é que os moluscos sejam eliminados

    27/02/2020 - 14h36

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    Lariane
    Por Lariane Cagnini
    caramujo
    Caramujo africano, que não costuma ficar exposto ao sol, foi visto na beira-mar Continental
    (Foto: )

    Desde o ano passado, moradores de Florianópolis e de outras cidades catarinenses têm se deparado com infestações do caracol-gigante-africano, conhecido popularmente como caramujo gigante africano, entre outros nomes. Esse molusco pode transmitir doenças, e na noite desta quarta-feira, um morador da Capital gravou um vídeo onde mostra vários deles em um canteiro na beira-mar Continental.

    Esses moluscos são responsáveis pela transmissão de vermes que causam doenças graves como meningite ou angiostrongilíase abdominal, que pode resultar em óbito. O caracol-gigante-africano prefere locais onde o alimento é encontrado facilmente como entulhos, locais com acúmulo de lixo e hortas.

    O vídeo foi gravado pelo jornalista Gonzalo Pereira, que registrou diversos moluscos. Ele caminhava para acessar a calçada da beira-mar Continental, próximo à Ponte Hercílio luz, quando se deparou com os caracóis.

    Como esses moluscos têm aparecido cada vez em maior número, em 2017 a Divisão de Vigilância Epidemiológica (Dive-SC) lançou um informe técnico para o controle da Achatina fulica, nome científico do caracol. Segundo a Secretaria de Estado da Saúde (SES), esse molusco não possui predadores no Brasil, e por isso a população tem aumentado.

    O único método que tem trazido resultados, segundo a Dive-SC, é a coleta e destruição dos animais. Medidas de saneamento ambiental nas cidades também são importantes para o controle da população de roedores, já que são os hospedeiros definitivos e reservatórios da verminose.

    A Dive/SC não realiza o monitoramento deste tipo de molusco, e todas as ações são de responsabilidade dos municípios através do serviços de Vigilância em Saúde.

    Como identificar um caracol-gigante-africano

    O caracol exótico, à esquerda na foto, não deve ser confundido com o caracol nativo brasileiro, pois, segundo a Dive-SC, a eliminação do caracol pode implicar no desequilíbrio ecológico da fauna brasileira. Uma imagem divulgada pela Divisão de Vigilância Epidemiológica diferencia as espécies.

    caracol
    À esquerda, com o formato mais pontudo, o caracol africano que deve ser eliminado
    (Foto: )

    Como eliminar os caramujos

    Os moluscos devem ser coletados dos locais onde forem encontrados e descartados corretamente, seguindo as orientações da Dive-SC:

    - Proteja a pele e as mucosas: não coma, fume ou beba durante o manuseio do caracol;

    - Em caso de contato acidental, lave as mãos com água e sabão;

    - Recolha também os ovos da Achatina fulica, que ficam semienterrados;

    - Coloque em ambiente adequado para incineração (incinerador, forno, latão);

    - As conchas devem ser quebradas utilizando um martelo ou pisando em cima com calçado adequado (tênis ou botas);

    - Podem ser despejados em valas com pelo menos 80 cm de profundidade, longe de cisternas, poços artesianos ou de lençol freático.

    - Coloque sempre que possível uma pá de cal virgem para impermeabilizar o solo e para não atrair outros animais, principalmente se uma grande quantidade for coletada (cuidado, a cal queima a pele), fechando a vala com terra;

    - Retire as luvas e lave muito bem as mãos.

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