Bares e restaurantes catarinenses têm visto no Carnaval uma possibilidade de recuperar o fôlego das vendas depois de um janeiro com movimento abaixo da média. Segundo a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), 78% dos empresários estimam um aumento de faturamento na data festiva em comparação com o ano passado.
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O Carnaval costuma ser um período importante para o setor de alimentação fora de casa. O levantamento feito pela Abrasel mostra que 59% dos estabelecimentos catarinenses esperam crescimento moderado nas receitas.
- 32% projetam alta de até 5%;
- 27% estimam aumento de até 10%;
- 12% acreditam que o faturamento pode subir até 20%;
- 7% apostam em um crescimento de até 50%;
- 20% dos empresários não esperam variação nos resultados;
- 2% projetam queda.
— Tínhamos uma expectativa maior para janeiro, mas a temporada de Verão ainda não terminou e esperamos contar com o Carnaval e a Semana de Páscoa, que é um feriado prolongado importante para os argentinos e uruguaios, para uma recuperação. Ao longo dos próximos meses, o setor ainda tem datas importantes, como o Dia das Mães e a Semana dos Namorados, além da Copa do Mundo e feriados — avalia Juliana Débastiani, presidente da Abrasel SC.
Veja fotos do Carnaval em Florianópolis
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Estimativa otimista
A projeção nacional também é positiva para o Carnaval 2026. De acordo com a estimativa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), a data deve movimentar R$ 14,48 bilhões em receitas no Brasil.
O número representa um crescimento de 3,8% em relação a 2025, além de ser o maior volume desde o início da série histórica, em 2013.
Os investimentos em atrações também reforçam essas expectativas. Em Florianópolis, o Carnaval de Rua deve reunir mais de 1,5 milhão de pessoas, com shows de artistas nacionais como Ferrugem, Jammil e Glória Groove.
De acordo com o levantamento da Abrasel, o ambiente financeiro também está mais equilibrado para o setor. No mês de dezembro, 49% dos empresários catarinenses relataram lucro, enquanto 36% operaram em equilíbrio e 15% fecharam o mês no prejuízo. O percentual de empresas no azul a nível nacional foi o mais alto dos últimos dois anos.
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Já sobre os preços, 60% conseguiram reajustar o cardápio conforme ou abaixo da inflação, enquanto 19% ajustaram acima do índice inflacionário. Outros 21% afirmaram não ter conseguido realizar reajustes.






