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TEXTURA ESTRANHA

Carne estragada servida a detentas e funcionários de presídio de Itajaí é alvo de investigação policial

Nutricionista notou irregularidades e autoridades foram acionadas

28/04/2021 - 16h08

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Bianca
Por Bianca Bertoli
Carnes tinham aspecto "estranho"
Carnes tinham "aspecto repugnante"
(Foto: )

Depois da Vigilância Sanitária de Itajaí encontrar carne estragada no presídio feminino da cidade, a Polícia Civil investiga se houve infração administrativa e conduta criminosa. O alimento seria servido às detentas e funcionários no mês passado. 

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De acordo com documentos obtidos pela NSC TV e publicados pelo portal G1, uma vistoria feita pela Vigilância no dia 15 de março constatou que as carnes armazenadas em um freezer apresentavam "aspecto repugnante".

A situação foi notada por uma nutricionista da unidade, que percebeu que a carne tinha "cheiro forte, cor escura e algumas partes com textura estranha". Ela teve de substituir o alimento por ovo. A administração então chamou a Vigilância Sanitária e a Polícia Civil. No dia seguinte, um caminhão da empresa responsável pelas carnes esteve no local para fazer a substituição dos produtos.

No entanto, dias depois os fiscais retornaram ao local e constaram que os lacres das carnes que estavam no freezer interditado haviam sido violados. Uma amostra das carnes foi enviada ao Ministério da Agricultura, que deverá fazer uma análise técnica.

O prazo para que os resultados saiam é até sexta (30), segundo a Vigilância Sanitária Municipal.

O que diz a empresa

A empresa terceirizada responsável pela alimentação no presídio feminino se manifestou através de nota onde afirma que "a carne mencionada na reportagem estava separada para devolução ao fornecedor e não estava destinada ao uso, conforme documentos comprobatórios apresentados junto a Vigilância Sanitária". Sobre a violação no lacre, a empresa alegou não ter conhecimento sobre o ocorrido.

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