Imagine dirigir até uma área aberta, apertar um comando e ver uma pequena aeronave sair automaticamente da traseira do veículo. Depois de abrir os braços e as hélices, ela fica pronta para decolar verticalmente, sem precisar de pista.
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Essa é a proposta do Land Aircraft Carrier, projeto desenvolvido pela Aridge, empresa anteriormente chamada XPeng AeroHT e ligada à fabricante chinesa de carros elétricos XPeng. Apesar do nome digno de equipamento militar, o veículo foi pensado para clientes particulares e passeios recreativos.
O conjunto já deixou de existir apenas em vídeos e apresentações. Unidades de teste começaram a sair da linha de montagem, voos tripulados foram realizados e a empresa trabalha para fazer as primeiras entregas no fim de 2026. A produção em escala maior, porém, deve ganhar força somente em 2027, dependendo das certificações aeronáuticas.
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Não é exatamente um carro que voa

O Land Aircraft Carrier não transforma suas seis rodas em hélices nem levanta voo inteiro. Ele é dividido em dois módulos completamente diferentes.
A parte terrestre, chamada pela fabricante de “nave-mãe”, funciona como um grande veículo 6×6. Na traseira, onde normalmente estaria o compartimento de carga, fica guardada uma aeronave elétrica de dois lugares.
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Ao chegar ao local de decolagem, uma porta se abre e o módulo aéreo é retirado automaticamente. A fabricante afirma que o processo de separação e recolhimento pode ser realizado em aproximadamente cinco minutos.
Mais do que um carro voador, o conjunto lembra uma garagem móvel capaz de transportar, abastecer e guardar uma pequena aeronave.
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Veículo tem seis rodas e mais de cinco metros

A nave-mãe mede cerca de 5,5 metros de comprimento, dois metros de largura e dois metros de altura. Mesmo com as dimensões avantajadas, a Aridge afirma que ela foi projetada para acessar estacionamentos comuns e garagens subterrâneas.
O sistema tem tração nas seis rodas, esterçamento no eixo traseiro e suspensão preparada para suportar o peso do módulo aéreo. A proposta também contempla o uso em estradas de terra e áreas afastadas dos centros urbanos.
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A motorização utiliza uma arquitetura de 800 volts com extensor de autonomia. Nesse sistema, um motor a combustão trabalha principalmente como gerador de energia, enquanto a movimentação é realizada por motores elétricos.
Segundo a fabricante, a autonomia combinada supera 1.000 quilômetros no ciclo chinês CLTC. O veículo terrestre também atua como uma estação móvel de recarga e consegue fornecer energia para até seis voos do módulo aéreo.
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Aeronave sai dobrada do compartimento traseiro

O módulo chamado X3-F utiliza estrutura leve e tem braços e pás dobráveis para caber dentro do veículo. Depois de ser retirado, o sistema abre os componentes necessários para o voo.
A aeronave elétrica conta com seis rotores, dois dutos e capacidade para duas pessoas. Como um eVTOL, sigla em inglês para veículo elétrico de pouso e decolagem vertical, ela não depende de aeroporto ou pista tradicional.
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Há opções de pilotagem manual e automática. A empresa promete recursos como planejamento de rota, pouso e decolagem automatizados, embora os detalhes da versão destinada aos clientes ainda possam mudar até o início das vendas.
Preço pode passar de R$ 1,5 milhão

O preço definitivo ainda não foi anunciado. A empresa informou que pretende manter o conjunto abaixo de 2 milhões de yuans, equivalentes a aproximadamente R$ 1,5 milhão em conversão direta.
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Mesmo antes do lançamento formal, o Land Aircraft Carrier acumulou cerca de sete mil encomendas, reservas e intenções de compra. Aproximadamente 90% foram registradas na China, segundo informações repassadas pela fabricante. Durante o Salão de Pequim de 2026, mais de 90 pedidos teriam sido feitos em apenas um dia.
Fábrica pode montar uma aeronave a cada 30 minutos
O passo mais importante para transformar o Land Aircraft Carrier em produto ocorreu em Guangzhou, na China. A Aridge construiu uma fábrica de aproximadamente 120 mil metros quadrados dedicada à produção do módulo voador.
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A capacidade projetada é de até dez mil aeronaves por ano. Quando estiver operando em ritmo máximo, a unidade poderá concluir um módulo aéreo a cada 30 minutos.
Em março de 2026, cinco unidades experimentais saíram conjuntamente da linha de produção. No mesmo dia, a empresa realizou voos de teste com várias aeronaves, incluindo uma demonstração tripulada após a separação automática do veículo terrestre.
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