Produtores de soja em São José do Rio Preto se depararam com uma surpresa preocupante nesta semana: a presença do caruru-gigante, Amaranthus palmeri, pela primeira vez em território paulista. O local afetado teve de ser isolado, e equipes de defesa agropecuária foram acionadas rapidamente para conter a infestação.

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Enquanto isso, as plantas encontradas no local ultrapassavam um metro de altura, o que chamou atenção pelo crescimento rápido e resistência a diversos herbicidas. 

Técnicos classificaram a situação como emergência fitossanitária devido ao risco de grandes perdas.

Prejuízos nas lavouras

A produtividade de soja e milho pode ser severamente afetada, uma vez que estudos da Embrapa apontam que a soja pode ter perdas superiores a 70%, enquanto o milho se aproxima de 90%. 

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Cada planta tem capacidade de gerar milhares de sementes e cresce até sete centímetros por dia, acelerando o risco de propagação.

O controle químico apresenta eficácia limitada, por isso, a retirada manual das plantas, seguida de acondicionamento em sacos e queima das sementes, é considerada a única estratégia segura.

Chegada acidental

Investigadores suspeitam que a espécie tenha chegado à região de forma involuntária. Sementes podem ter caído de veículos durante o transporte e germinado no solo, dando origem ao foco encontrado.

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Registros da Amaranthus palmeri no Brasil ocorreram pela primeira vez em 2015, no Mato Grosso; até então, os casos estavam restritos a esse estado e ao Mato Grosso do Sul. 

Nos Estados Unidos, a planta é reconhecida como uma das mais problemáticas entre as daninhas e chegou a receber, em 2014, o título de “planta do ano” por seu impacto nas lavouras.

Produtores fiscalizados

Vistorias estão sendo realizadas em propriedades localizadas em um raio de 10 quilômetros do foco inicial, com o objetivo de identificar possíveis novos focos e evitar a disseminação.

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Luiz Forest, produtor de soja há 11 anos, comentou ao G1 sobre a rotina de combate: “Ao identificar a planta, o primeiro passo é informar as autoridades. Depois, realizamos a erradicação manual e cuidamos para que as sementes não se espalhem por implementos e máquinas.”

Produtores também receberam instruções para comunicar imediatamente qualquer suspeita, restringir a circulação de pessoas e veículos dentro das áreas afetadas e higienizar equipamentos.

A ação coordenada entre produtores e órgãos de fiscalização é fundamental para impedir a propagação e proteger a produção agrícola do estado.

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Por Helena Merencio

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