Uma organização criminosa responsável por movimentar mais de R$ 45 milhões em apenas um mês foi alvo de uma operação da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco/SC) nesta terça-feira (7). A ação ocorre após desdobramentos da Operação Colapso, realizada em junho deste ano.

Continua depois da publicidade

Chamada de “Operação Safari”, a ação tem como objetivo reprimir o tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e a atuação de facções criminosas no Estado. A PF investiga um dos principais responsáveis pelo núcleo financeiro da organização criminosa.

Foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão em Florianópolis, numa casa de câmbio localizada no Centro da cidade e numa residência. Ambos os locais pertencem ao investigado, conforme a PF.

Veja fotos da Operação Safari

Na fase anterior, a Operação Colapso cumpriu 86 mandados judiciais — sendo 48 de busca e apreensão e 38 de prisão preventiva. Nas buscas, foram apreendidos 500 quilos de drogas em um laboratório de refino de cocaína. Além disso, foram recolhidos R$ 695 mil em espécie, armas de fogo e celulares, além de cumprir 10 prisões em flagrante.

Composta por agentes das polícias Federal (PF), Militar (PM) e Penal, a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado atua de forma integrada no enfrentamento à associações criminosas em Santa Catarina.

Continua depois da publicidade

Operação anterior teve 38 prisões em SC

Durante a Operação Colapso, a Justiça do Estado autorizou o bloqueio de bens, totalizando aproximadamente R$ 7 milhões pertencentes a 44 pessoas físicas e cerca de R$ 1,4 bilhão vinculados a 25 pessoas jurídicas. Empresas investigadas tiveram as operações suspensas pelo Judiciário. As ordens foram dadas pela Vara Regional de Garantias da Comarca de Criciúma.

Segundo os investigadores, os trabalhos de apuração começaram em setembro de 2024, depois de que chegaram informações de movimentações suspeitas de veículos em rodovias catarinenses.

*Sob supervisão de Luana Amorim

Leia mais

Operação com 38 prisões em SC tem como foco a lavagem de dinheiro de facção catarinense