A Polícia Militar de São Paulo constatou que a casa do médico Miguel Abdalla Neto, tio de Suzane von Richthofen, foi furtada após a morte dele, em 9 de janeiro. A casa fica no bairro Campo Belo, na Zona Sul da capital paulista. As informações são do g1.
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Os policiais foram à casa na noite da terça-feira (20). No local, constataram que alguns móveis haviam sido levados, incluindo uma lavadora de roupa, um sofá e uma cadeira, além de documentos e dinheiro.
O sobrinho que registrou o BO não soube dizer quanto de dinheiro havia. Uma das portas da casa tinha sido arrombada. A PM chegou ao local após receber uma denúncia. Agora, a Polícia Civil investiga o caso.
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Morte do tio pode dar herança a Suzane
Miguel Abdalla Netto não deixou testamento, mostra um levantamento do jornal O Globo feito em todos os cartórios de São Paulo. O médico, de 76 anos, foi encontrado morto dentro da própria casa, em estado avançado de decomposição no dia 9 de janeiro.
Sem um testamento, Suzane von Richthofen pode ter acesso à herança avaliada em R$ 5 milhões deixada pelo médico. O patrimônio inclui ao menos duas casas, aplicações financeiras e um sítio no litoral de São Paulo.
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A prima dela, Silvia Magnani, de 69 anos, que afirma ter mantido um relacionamento com ele por 14 anos, também está na briga pela fortuna. Silvia tenta agora o reconhecimento judicial de união estável para ser incluída na partilha dos bens.
O atestado de óbito, o qual o O Globo teve acesso, diz que a causa da morte do médico foi classificada como indeterminada e depende de exames complementares. A Polícia Civil trata o caso como morte suspeita.
Suzane foi condenada a 39 anos de prisão por mandar matar os próprios pais, Manfred, de 49 anos, e Marísia, de 50 anos, em outubro de 2002.
Médico não tinha filhos
Miguel morava sozinho, não era casado e não tinha filhos. Os parentes mais próximos são os sobrinhos, que aparecem à frente dos primos na ordem de sucessão. Se não houver testamento, a herança deve ficar com Suzane e o irmão, Andreas.
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O médico foi responsável por ser tutor de Andreas von Richthofen desde os 15 anos, após a morte de Manfred Albert e Marísia von Richthofen.
Em nota, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que “o corpo foi liberado para fins de inumação a uma prima da vítima, que compareceu à unidade policial e se identificou como parente mais próxima.”
Depois, “outra parente também esteve no distrito policial solicitando a liberação do corpo, porém o pedido foi indeferido, uma vez que a liberação já havia sido realizada anteriormente.”









