O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) denunciou o homem suspeito de matar a companheira em Maravilha, no Oeste do Estado. Ele está preso preventivamente. O crime ocorreu na madrugada de 25 de janeiro. A vítima, Ana Dayse Gomes Provensi, teria sido morta na residência onde morava com o denunciado e com os três filhos do casal, que estavam na casa no momento do feminicídio.

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De acordo com a denúncia apresentada pela 2ª Promotoria de Justiça da Comarca de Maravilha na última sexta-feira (6), o homem teria usado uma corda para provocar a morte da esposa enquanto ela dormia ao lado de um dos filhos. A criança só teria sido retirada do quarto após o crime. Os outros dois filhos, todos menores de idade, também estavam na casa. Após o crime, o suspeito teria trancado o quarto e deixado o local, deixando os filhos na casa.

Além do feminicídio, o Ministério Público apontou quatro causas de aumento de pena: crime cometido contra mãe de filhos, na presença das crianças, mediante meio cruel e com recurso que dificultou ou impediu a defesa da vítima.

A Promotoria também sustenta que o crime foi motivado por desentendimento prévio, no contexto de violência doméstica e familiar contra a mulher. O denunciado ainda responde por ameaçar de morte dois amigos de Ana Deyse. O MPSC solicitou à Justiça a fixação de indenização mínima de R$ 50 mil aos filhos, a título de reparação por danos morais.

O promotor de Justiça Vanderley Bolfe destacou que o enfrentamento à violência de gênero é uma urgência social. Segundo ele, nenhuma justificativa, como ciúme ou sentimento de posse, pode ser usada para legitimar agressões.

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Segundo caso em menos de seis meses

Este foi o segundo feminicídio registrado em Maravilha em menos de seis meses. Em agosto do ano passado, uma mulher foi morta a tiros pelo ex-companheiro em um estabelecimento comercial no Centro do município.

O promotor Bolfe fez um alerta à comunidade, afirmando que a violência doméstica não pode ser tratada como um problema privado e que o silêncio contribui para novas tragédias. O promotor reforçou a importância de vigilância e denúncia por parte da sociedade para evitar novas vítimas.