A investigação que apura os desdobramentos do caso Banco Master, a Operação Barco de Papel, prendeu dois irmãos em Itapema na noite dessa terça-feira (3). A ação foi realizada em conjunto pela Polícia Federal, por meio do Setor de Capturas, e a Guarda Municipal de Itapema.
Os suspeitos tinham mandados de prisão expedidos pela 6ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro. Eles respondem por crimes de fraude contra instituições financeiras, apropriação indébita e associação criminosa. Considerados foragidos da Justiça Federal, os irmãos foram localizados no bairro Meia Praia, em Itapema, após cerca de seis horas de operação integrada.
A abordagem contou com a atuação de equipes da Rádio Patrulha e da Ronda Ostensiva Municipal (ROMU), além da presença dos advogados dos investigados. Após a conclusão dos procedimentos legais, os presos foram encaminhados ao Presídio Regional de Itapema, onde permanecem à disposição da Justiça.
A operação Barco de Papel teve a segunda fase deflagrada nessa terça-feira e investiga crimes contra o sistema financeiro envolvendo a gestão de recursos de instituição previdenciária.
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Prisão no Rio de Janeiro
Além de Santa Catarina, a 2ª fase da Operação Barco de Papel também realizou mandados de busca e apreensão, e prisão temporária em Itatiaia, no Rio de Janeiro. Um dos investigados foi localizado e preso enquanto dirigia um veículo alugado.
A operação, conduzida pela Polícia Federal, contou com o apoio da Delegacia Especial da PF no Aeroporto Internacional de Guarulhos (DEAIN), e da Polícia Rodoviária Federal em Itatiaia.
O suspeito foi conduzido à Delegacia de Polícia Federal em Volta Redonda/RJ, e será encaminhado à Superintendência da PF no Rio de Janeiro para ser ouvido e, após os procedimentos legais, será encaminhado ao sistema prisional do estado, onde permanecerá à disposição da Justiça.
Entenda o caso do Banco Master
O que dizem as investigações
A investigação da Polícia Federal aponta que o Banco Master teria utilizado uma empresa de fachada, chamada Tirreno, para criar créditos sem lastro. Esses ativos teriam sido posteriormente vendidos ao BRB, que teria desembolsado cerca de R$ 12 bilhões.
Daniel Vorcaro, dono do banco Master, foi preso pela Polícia Federal em novembro, ao tentar embarcar no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, e solto dias depois por decisão judicial, com a imposição de medidas cautelares.
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Antes de ser demitido da presidência do BRB, após investigações da Polícia Federal sobre fraudes bancárias, Paulo Henrique Costa defendia a compra do Banco Master como alternativa para enfrentar a crise da instituição.





