A morte do cão comunitário Orelha comoveu moradores da Praia Brava, em Florianópolis, e mobilizou entidades de proteção animal e autoridades. O caso ganhou repercussão nacional e despertou, entre internautas, questionamentos sobre o significado do termo cão comunitário.
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O que é um cachorro comunitário
Cachorros ou animais comunitários são aqueles que, embora não tenham um tutor individual ou proprietário formal, recebem cuidados regulares de uma ou mais pessoas da comunidade onde vivem, como alimentação, abrigo, cuidados veterinários e proteção, segundo a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).
O cão comunitário está previsto em lei e não pode ser recolhido pelo CCZ (Centro de Controle de Zoonoses). Mesmo que ninguém possa adotá-lo e levá-lo para a casa, um dos vizinhos pode se tornar o tutor legal, mantendo o cãozinho pelo bairro.
Este termo ainda não é tão conhecido, apesar de que, na prática, já é adotado em muitos lugares. Além de ser o pet de toda a vizinhança, o cachorro comunitário pode ser responsável por exercer algumas atividades. De acordo com as recomendações do Centro de Controle de Zoonoses de São Paulo, ele pode proteger toda a comunidade em que está inserido contra cães desconhecidos e até agressivos.
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Veja fotos de Orelha
Quem era Orelha
A Praia Brava conta com três casinhas instaladas para abrigar cães que vivem na região e que, ao longo do tempo, passaram a ser tratados como verdadeiros mascotes pelos moradores. Orelha era um dos animais acolhidos por essa rede de cuidado coletivo, caracterizando o modelo de cão comunitário, mantido com alimentação, abrigo e atenção de vizinhos e comerciantes locais.
A presença de Orelha ia além da relação com os moradores. O cão também convivia com outros animais do bairro, integrando-se à rotina da comunidade e reforçando seu papel no cotidiano local.
Em nota divulgada na sexta-feira, a Associação de Moradores da Praia Brava ressaltou o valor afetivo de Orelha, descrito como símbolo de convivência e cuidado coletivo. A entidade manifestou apoio às investigações em andamento e cobrou medidas mais eficazes para garantir a proteção dos animais da região.
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“Orelha fazia parte do cotidiano do bairro há muitos anos e era cuidado espontaneamente pela comunidade, tornando-se um símbolo simples, porém muito querido, da convivência e da relação de cuidado que muitos mantêm com o espaço e com os animais que aqui vivem.”
*Sob supervisão de Pablo Brito







