Dez anos depois, o mandante do assassinato de Sandro de Melo foi condenado na Justiça. Ele era sogro da vítima, que tinha 42 anos à época. Sandro foi morto em uma emboscada organizada pelo pai da esposa dele depois de alguns desentendimentos entre os dois. O júri popular terminou em Pinhalzinho, no Oeste, na madrugada deste sábado (30), data em que o caso completa exatamente uma década.

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Após quarenta horas de julgamento, sogro e os dois homens contratados por ele foram condenados por homicídio duplamente qualificado. O mentor do crime deve cumprir 16 anos de prisão. Já os outros dois, 14 e 15 anos. Todos não poderão recorrer em liberdade. Conforme sustentado pelo Ministério Público, o homem prometeu valores entre R$50 e R$70 mil para que a dupla matasse o genro, que era sócio dele em uma empresa que produzia e distribuía grama.

Foi um pedido de orçamento, inclusive, que atraiu Sandro para a emboscada. Conforme consta nos autos, cerca de 15 dias antes de assassinado, o empresário e o sogro discutiram por motivos de trabalho. A filha dele, inclusive, foi testemunha a pedido da defesa do acusado.

Naquele 30 de maio de 2016, atraído por uma ligação que comunicava um pedido urgente de orçamento para a confecção de gramado em uma subestação de energia elétrica, a vítima saiu de casa, em Pinhalzinho. Ao chegar, foi morta com golpes contundentes na cabeça, conta o MP.

O carro de Sandro foi encontrado por familiares no dia seguinte. O corpo foi localizado somente 20 dias depois, com as pernas e mãos amarradas e em estado avançado de decomposição, nas margens da rodovia SC-160, entre os municípios de Saltinho e Campo Erê. A investigação conduzida pela Polícia Civil elucidou os detalhes do crime, por meio de quebra de sigilo telefônico e oitiva de testemunhas, o que contribuiu para a responsabilização criminal dos envolvidos.

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