Um possível trote envolvendo a pintura de um cachorro comunitário mobilizou uma apuração interna na Universidade do Extremo Sul Catarinense (Unesc), em Criciúma, após o caso ganhar repercussão nas redes sociais. O caso ocorreu na quinta-feira (26).

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Segundo voluntários da causa animal, o animal que vive no campus teria sido pintado por participantes da atividade, inclusive na região da cabeça, próximo ao olho, e do ânus. O grupo alertou para riscos à saúde do cachorro, como reações alérgicas, intoxicações e irritações, além de estresse e desconforto.

A situação gerou indignação entre internautas. “Que vergonha!!!!! Já passou da hora de acharem outras formas de se divertir. Colocar animais nesse tipo de situação é inadmissível e sem respeito algum. Esperamos que os responsáveis sejam devidamente punidos”, diz um dos comentários.

Unesc abre apuração após trote com cão comunitário

Em nota, a Universidade do extremo Sul Catarinense (Unesc) informou que o caso teria ocorrido fora dos limites físicos da instituição, mas afirmou que já instaurou um procedimento interno para apurar os fatos e verificar possível envolvimento de estudantes.

A universidade lamentou o ocorrido, especialmente pelo envolvimento de um animal, e reforçou que não aceita trotes que não sejam solidários. Segundo a instituição, práticas desse tipo são proibidas pelo regimento interno.

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O texto ainda destacou que eventuais medidas serão adotadas após a apuração, respeitando o devido processo legal.

Outras manifestações

A atlética do curso de psicologia se manifestou nas redes sociais, repudiou o episódio e afirmou não ter qualquer relação com o ocorrido. O grupo disse ainda que busca identificar os responsáveis.

Outra atlética, dos cursos de comunicação, também se manifestou nas redes sociais e repudiou o episódio envolvendo a pintura do cachorro. O grupo afirmou que a situação é inaceitável, destacou que práticas desse tipo não representam os valores defendidos pela comunidade acadêmica e cobrou a identificação dos responsáveis.