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    Caso João Pedro: Tata Werneck, Bruno Gagliasso, Iza e outras celebridades prestam homenagem para jovem morto no RJ

    Adolescente de 14 anos foi baleado e morto durante uma operação da Polícia Federal com apoio das polícias Civil e Militar fluminenses

    19/05/2020 - 18h16 - Atualizada em: 19/05/2020 - 18h48

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    Por Janaína Laurindo
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    Um adolescente de 14 anos foi baleado nesta segunda-feira, 19, dentro da casa de seu tio em São Gonçalo, na região metropolitana do Rio de Janeiro, durante uma operação da Polícia Federal com apoio das polícias Civil e Militar fluminenses. Parentes e amigos dizem que João Pedro Matos Pinto brincava com os primos quando os agentes invadiram o imóvel e atiraram em sua barriga. Já as polícias alegam que o adolescente foi atingido durante um confronto com bandidos que pularam o muro da casa.

    O caso ganhou repercussão nacional, após baleado o garoto foi socorrido de helicóptero. Sem informações, a família começou uma busca por toda a madrugada em hospitais e IMLs (Institutos Médico-Legais) e criou uma campanha nas redes sociais com a #procurasejoaopedro. O corpo foi encontrado somente na manhã desta terça, 19, no IML da cidade.

    A morte de João Pedro chocou a população e várias celebridades se pronunciaram sobre o caso, além de pedir justiça. Tata Werneck, Bruno Gagliasso, Iza e o apresentador Luciano Huck foram algumas das pessoas que prestaram uma homenagem para o jovem.

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    Brasil, o país que continua matando seus filhos pretos e pobres. Que vergonha. Que revolta. . . . . @wilsonwitzel #Repost @djamilaribeiro1 djamilaribeiro1 Fiquem em casa, dizem. Pois João Pedro Mattos estava em casa, brincando com seus primos, quando seu corpo foi mutilado com as balas perdidas que só encontram corpos negros. Domingo, estava assistindo a um telejornal, numa matéria em que falava sobre essa Operação que subia uma comunidade e matou várias pessoas no Complexo do Alemão, como se fosse a coisa mais normal do mundo. É normalizado, não deve ser normal.Cenas do Caveirão do Bope, veículo conhecido do Tropa de Elite, filme que ainda é exibido semanalmente, apesar de glorificar tortura, corporação e máquina de guerra genocidas para depois a matéria cortar para uma pessoa da polícia, penso que o delegado, dizer que era para a população ficar tranquila, pois não havia morrido nenhum "inocente". Historicamente ninguém dessas comunidades é ouvido em matérias como essa e, dessa vez, o formato se repetiu. Mais um discurso de supremacia branca produzido com sucesso na televisão, um discurso que produz mortes. João Pedro Mattos foi uma delas, juntando-se a Amarildo, Claudia, Ágatha e outras milhões de pessoas. Alvejado, e sob o risco de atrapalhar a sinfonia assassina entre polícia, governo e mídia, seu corpo foi subitamente colocado em um helicóptero, sem ninguém de sua família, que ficou dezesseis horas sem saber seu paradeiro! 16 horas! Tempos depois, após uma campanha na internet, descobriu que o corpo do menino estava no IML. O horror... o horror... Vale dizer, o governador do Rio de Janeiro foi eleito sob a promessa de uma política genocida, mais ainda da que já era praticada. Disse que sob seu comando a polícia ia mirar e “atirar na cabecinha”. Enojante, tudo muito revoltante. Existe uma guerra contra a população negra desse país. João Pedro, presente!

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    #repost @djamilaribeiro1 Fiquem em casa, dizem. Pois João Pedro Mattos estava em casa, brincando com seus primos, quando seu corpo foi mutilado com as balas perdidas que só encontram corpos negros. Domingo, estava assistindo a um telejornal, numa matéria em que falava sobre essa Operação que subia uma comunidade e matou várias pessoas no Complexo do Alemão, como se fosse a coisa mais normal do mundo. É normalizado, não deve ser normal.Cenas do Caveirão do Bope, veículo conhecido do Tropa de Elite, filme que ainda é exibido semanalmente, apesar de glorificar tortura, corporação e máquina de guerra genocidas para depois a matéria cortar para uma pessoa da polícia, penso que o delegado, dizer que era para a população ficar tranquila, pois não havia morrido nenhum "inocente". Historicamente ninguém dessas comunidades é ouvido em matérias como essa e, dessa vez, o formato se repetiu. Mais um discurso de supremacia branca produzido com sucesso na televisão, um discurso que produz mortes. João Pedro Mattos foi uma delas, juntando-se a Amarildo, Claudia, Ágatha e outras milhões de pessoas. Alvejado, e sob o risco de atrapalhar a sinfonia assassina entre polícia, governo e mídia, seu corpo foi subitamente colocado em um helicóptero, sem ninguém de sua família, que ficou dezesseis horas sem saber seu paradeiro! 16 horas! Tempos depois, após uma campanha na internet, descobriu que o corpo do menino estava no IML. O horror... o horror... Vale dizer, o governador do Rio de Janeiro foi eleito sob a promessa de uma política genocida, mais ainda da que já era praticada. Disse que sob seu comando a polícia ia mirar e “atirar na cabecinha”. Enojante, tudo muito revoltante. Existe uma guerra contra a população negra desse país. João Pedro, presente!

    Uma publicação compartilhada por Taís Araujo (@taisdeverdade) em

    *Com informações FolhaPress.

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