Após a tragédia nas Maldivas, imagens que circulam nas redes redes sociais mostram o interior da chamada “caverna dos tubarões”, onde cinco mergulhadores italianos morreram durante uma experdição submarina no atol de Vaavu.

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O vídeo foi gravado dentro da caverna Thinwana Kandu e revela um ambiente de difícil acesso, com corredores estreitos, sinuosos e escuros. No registro, um mergulhador atravessa passagens apertadas do complexo submerso que tem cerca de 60 metros de extensão e é dividido em três câmaras.

A estrutura aparece praticamente sem vida marinha, com exceção de uma arraia, reforçando a sensação de isolamento no local onde os corpos foram encontrados. (Veja o vídeo no final da matéria).

Fotos mostram a “caverna dos tubarões” onde mergulhadores morreram

Quatro vítimas da tragédia foram localizadas nesta segunda-feira (18) por uma equipe finlandesa especializada em resgates de mergulho profundo. São elas a professora de ecologia Monica Montefalcone, a filha dela, Giorgia Sommacal, o biólogo marinho Federico Gualtieri e a pesquisadora Muriel Oddenino. O quinto integrante do grupo, Gianluca Benedetti, já havia sido encontrado anteriormente, próximo à entrada da caverna.

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Segundo Ahmed Shaam, porta-voz do governo das Maldivas, os corpos estavam “bem no interior da caverna, no terceiro segmento”, praticamnete juntos. As operações para recuperá-los ainda estão em andamento e são consideradas extremamente perigosas pelas autoridades.

As imagens que circulam ampliaram os questionamentos sobre o que pode ter acontecido durante o mergulho. Uma das hipóteses investigadas envolve as condições climáticas adversas registradas na região. Um alerta amarelo de mau tempo havia sido emitido na véspera da expedição, com ventos de até 48 km/h no arquipélago.

Outro ponto sob apuração é a profundidade da operação. O iate Duke of York, de onde o grupo partiu, não teria autorização para mergulhos abaixo de 30 metros. Os corpos, no entanto, foram localizados a cerca de 49 metros.

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Especialistas também levantaram dúvidas sobre os equipamentos utilizados. Para recuperar os corpos, equipes empregam materiais especializados enviados pelo Reino Unido e pela Austrália, incluindo scooters subaquáticas e cilindros capazes de reciclar o ar.

A tragédia ganhou contornos ainda mais graves no sábado (16), quando um mergulhador militar das Maldivas morreu durante uma tentativa de resgate, vítima de doença descompressiva (quando uma rápida redução na pressão ambiental faz com que gases dissolvidos no sangue e nos tecidos formem bolhas). Com isso, o número total de mortos relacionados ao caso chegou a seis.

Veja fotos da República das Maldivas

Veja o vídeo da “caverna dos tubarões” onde mergulhadores morreram nas Maldivas

*Com informações do O Globo

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**Sob supervisão de Pablo Brito