Os corpos de quatro mergulhadores italianos desaparecidos, que morreram na semana passada nas Maldivas, foram encontrados nesta segunda-feira (18), confirmou o governo local. As vítimas foram encontradas a 60 metros de profundidade de uma caverna submarina no Atol Vaavu.
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Segundo a imprensa local, os cinco italianos entraram na água na manhã da última quinta-feira (14), mas não retornaram à superfície. O desaparecimento foi comunicado pela tripulação do barco de mergulho.
O corpo de um dos mergulhadores italianos já havia sido recuperado na sexta-feira (15). O caso é considerado o pior acidente de mergulho já registrado nas Maldivas, segundo as autoridades locais. A profundidade máxima para mergulho recreativo é em torno de 30 metros.
Quem eram as vítimas?
Entre as vítimas estavam integrantes de uma equipe vinculada à Universidade de Gênova. O grupo era formado pela professora de ecologia Monica Montefalcone, pela filha dela, Giorgia Sommacal, estudante universitária, pela pesquisadora Muriel Oddenino e por Federico Gualtieri, graduado em biologia marinha.
A quinta vítima foi identificada como Gianluca Benedetti, gerente de operações da embarcação e instrutor de mergulho.
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Tempo severo e alerta amarelo
As autoridades afirmaram que o tempo estava severo na região no momento do acidente. Um alerta amarelo chegou a ser emitido para embarcações de passageiros e pescadores.
Mergulhadores especializados e equipamentos específicos foram mobilizados para atuar nas buscas, consideradas de alto risco pelas condições da área.
Em publicação na rede social X, a Universidade de Gênova lamentou o ocorrido e manifestou “as mais profundas condolências” às vítimas.
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De acordo com a BBC, este pode ser o acidente de mergulho mais grave já registrado nas Maldivas, país conhecido internacionalmente pelo turismo de luxo e pelas ilhas de coral no Oceano Índico.
Embora acidentes envolvendo mergulho e snorkel sejam considerados raros no arquipélago, outras mortes foram registradas nos últimos anos. Em dezembro do ano anterior, uma mergulhadora britânica experiente morreu afogada próximo ao resort insular de Ellaidhoo. Cinco dias depois, o marido dela morreu após passar mal.
Já em 2024, um parlamentar japonês morreu enquanto praticava snorkel no atol de Lhaviyani.






