Os Centros de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (CCFVs) têm se consolidado como uma das principais estratégias da política de assistência social em Florianópolis para promover inclusão, cidadania e proteção social de crianças e adolescentes. Voltado ao público de 6 a 12 anos, o serviço oferece atividades de segunda a sexta-feira, com foco no desenvolvimento da autonomia, do protagonismo e da convivência comunitária.
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Mais do que ocupar o tempo livre, os CCFVs atuam na prevenção de situações de vulnerabilidade e violação de direitos. As ações são estruturadas a partir de experiências lúdicas, culturais e esportivas, que estimulam a expressão, a interação e o fortalecimento dos vínculos familiares e sociais, conforme prevê a Tipificação Nacional de Serviços Socioassistenciais (Resolução CNAS nº 109/2009).
Atualmente, Florianópolis conta com 21 unidades de atendimento, entre serviços diretos, mantidos pelo poder público, e indiretos, realizados por meio de parcerias com organizações da sociedade civil. Entre os centros próprios estão os localizados nos bairros Monte Cristo, Costeira, Agronômica e Tapera. Ao todo, mais de 2,5 mil crianças e adolescentes são atendidos na Capital.
O público prioritário inclui crianças com violação de direitos e em situação de vulnerabilidade social, especialmente aquelas encaminhadas pelo Serviço de Proteção e Atendimento Especializado a Famílias e Indivíduos (PAEFI).

Arte, cidade e pertencimento
Uma das ações recentes que exemplificam o impacto do serviço foi a criação de um mural de grafite no Jardim Botânico de Florianópolis, em homenagem ao centenário da Ponte Hercílio Luz. A atividade reuniu crianças dos CCFVs da Tapera, Costeira, Monte Cristo e Agronômica em uma imersão na cultura hip hop, com três encontros que integraram conhecimento, prática artística e vivência urbana.
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Durante o processo, os participantes conheceram a história do hip hop, refletiram sobre cidadania e direitos, experimentaram técnicas de grafite e participaram de atividades externas, como a visita à própria ponte e ao Parque da Luz. O resultado foi um painel coletivo que traduz, em cores e traços, a percepção das crianças sobre a cidade.
Segundo a coordenadora geral dos centros, Jane Regina Borges Vieira, a proposta vai além da atividade artística. “Quando oferecemos essas vivências, não estamos apenas ensinando arte, mas formando cidadãos mais conscientes, confiantes e conectados com o lugar onde vivem”, afirma.
Proteção e desenvolvimento social
Os Centros de Convivência integram a rede de Proteção Social Básica e estão vinculados aos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS). Embora possam funcionar em espaços próprios, todos os serviços mantêm articulação direta com os CRAS dos territórios, fortalecendo o acompanhamento das famílias.
Além do atendimento direto às crianças, o serviço também atua no fortalecimento da convivência familiar e comunitária, prevenindo o rompimento de vínculos e situações de risco social. Sendo em muitos casos, uma rede de apoio essencial para famílias que enfrentam dificuldades socioeconômicas.
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Outro ponto de atenção do município é a ampliação do atendimento para adolescentes, com foco na preparação para o mundo do trabalho. A proposta está em fase de planejamento e inclui a expansão de parcerias e iniciativas específicas para essa faixa etária.
Conforme Lei nº 10.199, a Prefeitura informa que a produção deste conteúdo não teve custo e sua veiculação custou em média R$ 2.550,00.

