A apreensão de um jovem nesta semana por conta da morte de um adolescente de 16 anos em um sítio de Rodeio, no Vale do Itajaí, revelou detalhes do caso. Um deles sobre a cena do crime, que teria sido alterada na tentativa de induzir os policiais ao erro. Richard da Silva foi morto em agosto de 2024, mas um dos assassinos ainda aguarda o julgamento.
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À época, um adolescente — hoje com 19 anos — e um adulto cometeram o homicídio. Os três teriam combinado de assaltar uma propriedade no bairro Rio Morto, em Rodeio, mas o acordo não passava de uma emboscada. Ao chegar no sítio, Richard recebeu 11 tiros. O motivo dos disparos não foram revelados pela Polícia Civil.
O caso ganhou contornos ainda mais graves quando as investigações apontaram que os autores teriam “plantado” uma arma artesanal ao lado do corpo da vítima para simular uma situação de legítima defesa.
Não funcionou.
Nesta quinta-feira (23), após determinação judicial, o rapaz de 19 anos foi apreendido para ficar internado por três anos. Ele responderá por ato infracional análogo ao crime de homicídio qualificado por motivo torpe e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima. O jovem estava em Curitiba e foi trazido ao Vale do Itajaí para cumprir a medida socioeducativa.
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Já o outro acusado deve ser julgado na próxima semana. Ele está em liberdade.

