Disfarçada no meio da Mata Atlântica, a antiga Caixa d’Água de Imbituba, no Sul de Santa Catarina, virou um dos refúgios mais curiosos e fotogênicos da região. Com três tanques de aproximadamente 50 por 50 metros, o espaço mistura natureza e história e, para alguns visitantes internacionais, lembra os famosos cenotes mexicanos.
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Os cenotes são cavernas naturais com água cristalina comuns no México. No Brasil, formações semelhantes podem ser encontradas em regiões de solo calcário, como em Bonito, no Mato Grosso do Sul. Em Imbituba, o “cenote catarinense” tem origem artificial, mas o encanto visual é igualmente surpreendente.
Conforme levantamento histórico do Acervo Eduardo Sérgio Pigozzi Ferreira, a implantação do sistema de abastecimento remonta a 1891, com a aquisição de cachoeiras no Morro Paes Leme pela empresa Lage Irmãos. O objetivo inicial era garantir o abastecimento do Porto da cidade e das casas de dirigentes e operários ligados à atividade portuária, eixo central da economia local.
Com a entrada em operação do novo sistema da Companhia Catarinense de Águas e Saneamento (Casan), em 1979, a antiga estrutura deixou de ser utilizada. O que antes era sistema de abastecimento passou a ser redescoberto como área de lazer por moradores da região.
Segundo informações do Grupo Castelo Imóveis, o terreno, que pertencia à prefeitura, hoje é administrado por uma empresa privada. Tentativas de empreendimento no local chegaram a ser cogitadas, mas a pressão popular ajudou a manter o espaço preservado como área de uso comunitário.
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Além do turismo espontâneo, a estrutura é utilizada pelo Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina para treinamentos de guarda-vidas civis e militares. O espaço é considerado importante na formação técnica da tropa, especialmente para atividades que envolvem salvamento em água.
Como chegar ao “cenote catarinense”
O acesso é por trilha considerada fácil, sem muitas bifurcações. De moto, é possível chegar até próximo da caixa d’água. De carro, o estacionamento pode ser feito na região conhecida como gruta, que conta com espaço amplo. Não há placas indicando profundidade e a água é considerada bastante funda, o que exige atenção dos visitantes.





