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Moradia

Cerca de 200 famílias podem ser despejadas de ocupação irregular em Araquari 

Prazo para reintegração de posse da área do Governo Federal termina nesta quinta-feira 

16/01/2020 - 10h52 - Atualizada em: 16/01/2020 - 12h20

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Cláudia
Por Cláudia Morriesen
foto mostra varal com roupas de crianças e casas ao fundo
Loteamento começou a ser ocupado em 2012
(Foto: )

Os moradores da Ocupação Jardim das Oliveiras, em Araquari, têm esta quinta-feira como prazo final para deixarem suas casas. Elas foram construídas em uma área que pertence à Secretaria de Patrimônio da União (SPU), do Governo Federal, e começou a ser ocupada pelos atuais moradores há cerca de oito anos. Agora, uma decisão da Justiça Federal determinou a reintegração de posse.

Atualmente, 200 famílias vivem em nesta área de 248 mil metros quadrados, em um número aproximado de 800 pessoas. Há uma semana, eles fazem manifestações para chamar a atenção do poder público, tentando evitar que a ação aconteça. Com panelas e bandeiras, eles saíram às ruas de Araquari e de Joinville em passeatas. Também foi feito um culto ecumênico no domingo.

O presidente da Associação de Moradores da Ocupação Jardim das Oliveiras, Érico do Carmo Dias, contou à reportagem da NSC TV que muitas famílias não tem para onde ir. Por isso, eles estavam promovendo as passeatas que, na semana passada, foi até a Defensoria Pública da União de Joinville. Segundo Érico, os moradores já tiveram contato com o Ministério Público e com representantes do Governo Federal.

— Fizemos o documento e entregamos na SPU, em Florianópolis. Queremos fazer a regularização da área, pagar os impostos. [O objetivo] é forçar os políticos a encontrarem uma solução, porque estas famílias vão ficar na rua. Elas não têm para onde ir — afirmou ele.

Ele afirmou que representantes da SPU afirmaram que o órgão tem interesse em doar o terreno à Prefeitura de Araquari, mas que esta só aceitaria se não houver nenhum morador no local. Em nota, a Prefeitura de Araquari disse que o município também é réu nesta ação de reintegração de posse e que não há nenhum documento que comprova o interessa da SPU em doar a área para Prefeitura. Também diz que a Prefeitura estuda um programa habitacional para atender as pessoas da ocupação e que são oferecidas assistência em educação e saúde às pessoas que vivem no local. A regional da SPU, em Florianópolis, foi procurada mas não atendeu as ligações.

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