Em um ano a cesta básica em Florianópolis aumentou R$ 10,49 — ou 6,58% — alcançando R$ 487,93 em maio de 2019. Os dados, levantados mensalmente pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), mostram que os produtos na Capital catarinense só ficam atrás dos valores praticados no Rio de Janeiro (R$ 492,93), Porto Alegre (R$ 496,13) e São Paulo (R$ 507,07).

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Inflação desacelera e fica em 0,13% em maio, diz IBGE

Em maio, Florianópolis foi a cidade com maior variação mensal entre as demais pesquisadas: 1,17%. Em abril desse ano, o total da cesta básica estava em R$ 482,30. Em outras 13 capitais houve queda nos valores, com destaque para Campo Grande (MT), que registrou redução de 13,92% no total da cesta básica.

Conforme o Dieese, entre abril e maio de 2019, os preços dos produtos que apresentaram tendência de diminuição foram o feijão, café em pó e óleo de soja. Já as cotações do leite integral e da carne bovina de primeira aumentaram na maior parte das cidades.

Alta acumulada em 1,75% no preço da carne bovina

Em Florianópolis, a alta nos últimos 12 meses no preço da carne está acumulada em 1,75%. Em Goiânia, capital com maior variação, a oscilação dos valores da carne bovina está em 14,36%. Segundo o levantamento de maio, a oferta restrita de boi para o abate e o ritmo aquecido das exportações seriam os responsáveis pelos aumentos em maio.

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O Dieese não fornece dados abertos acerca dos percentuais de variação dos produtos em cada uma das capitais pesquisadas. No entanto, o relatório mensal aponta em quantas cidades houve crescimento dos principais produtos da cesta básica.

Nesse sentido, em maio deste ano, o preço médio do feijão diminuiu em 16 capitais. Já o café em pó teve redução em 15 capitais entre os meses de abril e maio desse ano, com variações entre -3,84% e -0,36%. O preço do óleo de soja (lata 900 ml) sofreu redução em 13 cidades. E, por fim, o preço do litro do leite integral teve alta em 15 capitais do país.

Gastos com alimentação e moradia seguem em alta, calcula Udesc/Esag

Depois de uma aceleração em abril (0,96%), a inflação em Florianópolis cedeu em maio (0,42%) – embora os preços ainda continuem em alta. Os aumentos mais significativos foram observados na habitação (1,97%) — puxado pelo aumento das tarifas de energia elétrica em 2,35% — e alimentação (1,42%). Juntos, os dois grupos são responsáveis por um terço do orçamento das famílias, calcula a Udesc/Esag.

A inflação acumulada nos últimos 12 meses também ficou menor (4,75% em maio, contra 5,29% em abril). Mas esse acumulado ainda segue mais alto que o verificado na mesma época em 2018, quando estava em 2,62%.

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Aves e ovos lideram altas na alimentação

Conforme o Índice de Custo de Vida (ICV), entre os produtos de alimentação, os principais aumentos foram nos preços de aves e ovos (5,07%) e tubérculos, raízes e legumes (3,93%). Nesse último grupo, a cebola aumentou mais de 13% e o tomate, 8%. Já a batata inglesa, que vinha subindo, teve queda (-1,39%). Ainda no desempenho de maio, outros itens tiveram aumento, como leite e derivados (3,60%) e carnes (3,15%). O leite longa vida cresceu 5,39%.

Alta também na saúde, remédios e transporte

As despesas com saúde e cuidados pessoais também tiveram alta acima do índice geral, fechando em 1,23%. Os preços dos remédios, com alta de 4,07%, foram o principal motor nesse caso. Já os serviços de transportes tiveram alta mais tímida (0,24%).

Nesse caso, o índice foi puxado por duas forças contrárias. Em meio à crise com a quebra da companhia Avianca, as passagens aéreas subiram 5,5%. Já os preços dos combustíveis para automóveis, depois de sucessivas altas, tiveram redução de -3,12%.

Outros grupos tiveram redução de preços, como os serviços de comunicação (-1,58%), puxado para baixo pela redução dos preços dos combos internet-TV-telefone (-4,58%) e dos planos de TV por assinatura (-2,78%).

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