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Ficou caro

Cesta básica sobe quase 10% em um ano, e Florianópolis tem a quarta mais cara do país 

Cesta básica em Florianópolis, em dezembro de 2018, alcançou o valor de R$ 457,82

09/01/2019 - 11h00

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Por Rafael Thomé
Tomate foi o item que mais encareceu no último ano
Tomate foi o item que mais encareceu no último ano
(Foto: )

Ficou mais caro colocar comida na mesa em Florianópolis. O levantamento publicado hoje pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese) mostra que, em 2018, a cesta básica em Florianópolis subiu 9,37% — mais do que o dobro da inflação oficial no país — e alcançou o valor de R$ 457,82, o quarto mais caro entre todas as capitais.

Ao longo do ano passado, sete produtos tiveram alta acumulada de preço na Capital catarinense: tomate (117,38%), batata (17,23%), farinha de trigo (13,56%), arroz (11,97%), leite (9,51%), pão francês (7,49%) e manteiga (2,40%). Seis produtos reduziram o preço acumulado no período: feijão (-8,28%), banana (-6,15%), óleo de soja (-4,90%), carne(-1,79%), açúcar refinado (-1,46%) e café em pó (-0,42%).

A alta no custo da cesta básica não aconteceu só em Florianópolis. No ano passado, o valor aumentou nas 18 capitais pesquisadas, sendo que Campo Grande (15,46%), no Mato Grosso do Sul, e Brasília (14,76%), no Distrito Federal, foram as que mais tiveram aumento.

Em dezembro de 2018, o maior custo do conjunto de bens alimentícios básicos foi apurado em São Paulo (R$ 471,44), seguido por Rio de Janeiro (R$ 466,75), Porto Alegre (R$ 464,72) e Florianópolis (R$ 457,82). Os menores valores médios foram observados em Recife (R$ 340,57), Natal (R$ 341,40) e Salvador (R$ 343,82).

Se levarmos em conta apenas a variação do custo da cesta básica entre novembro e dezembro de 2018, em Florianópolis, a alta foi de 0,65%. Neste período, oito alimentos apresentaram elevação de preços: batata (10,71%), carne (4,34%), feijão (2,47%), banana (1,75%), café em pó (1,70%), arroz (0,87%), óleo de soja (0,45%) e manteiga (0,22%). Cinco produtos reduziram os preços: pão (-0,51%), farinha de trigo (-1,79%), açúcar (-2,53), tomate (-6,31%) e leite (-6,63%).

Salário mínimo insuficiente

Com base no custo da cesta básica mais cara e levando em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas de um trabalhador e da família dele com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o Dieese estima o valor do salário mínimo necessário.

Em dezembro de 2018, o salário mínimo necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria equivaler a R$ 3.960,57, ou 4,15 vezes o mínimo de R$ 954,00.

Quando se compara o custo da cesta e o salário mínimo líquido, ou seja, após o desconto referente à Previdência Social, verifica-se que o trabalhador remunerado pelo piso nacional comprometeu, em dezembro, em média, 45,59% do rendimento para adquirir os itens alimentícios básicos.

Se a base de cálculo for o tempo de trabalho necessário para a compra de uma cesta básica, Florianópolis aparece como a quarta mais custosa, sendo necessárias 105 horas e 35 minutos. À título de comparação, em dezembro de 2017 eram necessárias 98 horas e 17 minutos — 7 horas e 18 minutos a menos do que atualmente.

Tomate puxa a alta

Em Florianópolis, o "vilão" da alta do preço da cesta básica foi o tomate. No último ano, o preço do quilo subiu 117,38% na Capital catarinense. A segunda maior alta registrada do tomate foi no Rio de Janeiro (113,28%).

Apesar da oscilação ao longo do ano, o preço médio do fruto foi maior em 2018. Segundo o Dieese, a oferta esteve reduzida devido à diminuição da área plantada e ao clima seco, o que propiciou o aparecimento de pragas e prejudicou as safras.

Carne bovina mais barata

Um dos poucos itens que teve o custo menor em dezembro de 2018 no comparativo a dezembro de 2017 foi a carne bovina. O valor do quilo da carne de primeira aumentou em 15 capitais, mas não em Florianópolis. Na Capital catarinense, houve redução de 1,79% no preço.

Apesar disso, a previsão do Dieese é de que o preço da carne mantenha a tendência de alta registrada no fim do ano passado. De acordo com o departamento, as exportações cresceram e puxaram a alta no mercado interno, além do país viver um período de entressafra nesses primeiros meses de 2019.

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