A morte de dezenas de cães por envenenamento em uma propriedade rural de Herval d’Oeste, registrada ao longo de 2025, segue sendo analisada em um processo que tramita sob segredo de justiça. O caso, considerado uma das maiores atrocidades contra animais já registradas no Meio-Oeste catarinense, ocorreu em um sítio localizado na Linha Pacífico, onde funcionava um espaço voltado ao acolhimento e resgate de animais abandonados.

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A ação penal foi instaurada após denúncia formal apresentada pelo Ministério Público, e está em andamento na Vara Única da Comarca de Herval d’Oeste. As investigações apontam para uma sequência de ataques ocorridos durante o ano passado. Em fevereiro de 2025, cerca de 12 cães foram encontrados mortos, enquanto outros 10 precisaram de atendimento veterinário emergencial. Dois meses depois, em abril, um novo episódio elevou o número total de mortes entre 26 e 30 animais, segundo estimativas divulgadas à época.

O caso ganhou ainda mais repercussão em julho de 2025, quando uma mulher teria admitido a autoria de um dos envenenamentos após a Polícia Civil apresentar provas reunidas durante a apuração. A situação mobilizou organizações de proteção animal, moradores e autoridades públicas, gerando forte comoção em todo o Estado e intensificando a cobrança social por responsabilização.

A Promotoria de Justiça confirmou que ofereceu denúncia com base nos elementos colhidos, incluindo a confissão documentada no processo, o que resultou na abertura da ação penal atualmente sob análise do Judiciário. No entanto, informações como a tipificação das acusações, o número de denunciados e eventuais medidas cautelares não podem ser divulgadas.

De acordo com o Ministério Público, o processo segue em segredo de justiça, o que impede legalmente a divulgação de detalhes específicos da morte dos animais. O órgão informou, ainda, que, quando houver autorização para publicidade dos autos, eventuais esclarecimentos serão prestados por meio dos canais institucionais oficiais.

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