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    Chapecoense tenta reduzir folha para R$ 800 mil 

    Clube já anunciou 15 saídas, vai emprestar Régis, liberar Henrique Almeida e tenta negociar outros jogadores

    12/12/2019 - 16h07 - Atualizada em: 12/12/2019 - 16h11

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    Darci
    Por Darci Debona
    Chapecoense já anunciou a saída de 15 atletas
    Chapecoense já anunciou saída de Everaldo e negocia redução de salários com Campanharo
    (Foto: )

    Ainda sem anunciar nenhum reforço para 2020, a não ser a renovação do curinga Roberto, a Chapecoense trabalha para renegociar salários com alguns atletas, ou até um acordo para liberação, e assim poder se encaixar na nova folha salarial, projetada para R$ 800 mil mensais, incluindo os encargos.

    Isso mesmo após anunciar a liberação de 15 jogadores, emprestados ou com contrato encerrando, o que elevavam a folha para algo acima de R$ 3 milhões. Mesmo assim, com os jogadores que retornam de empréstimo, o grupo está com 29 atletas. Segundo o gerente de futebol, Michel Gazola, a meta é trabalhar com 25 jogadores.

    - Hoje nós temos uma folha salarial que é o dobro do que nós temos no orçamento. Eu preciso reduzir a folha para poder contratar. Não vamos trazer jogadores por trazer. Vamos fazer algumas contratações pontuais. E vamos dar espaço para os meninos da base que já estavam no grupo principal – disse Gazola.

    Ele afirmou que perdeu alguns jogadores para outros times da Série B, que pagaram salários de R$ 50 mil. Afirmou que não está negociando com Ruan Renato, do Figueirense, pois está valorizado. Também deve liberar o atacante Henrique Almeida, que gostaria de manter, pois também tem algo salário e mercado em clubes de Série A e até do exterior.

    Bruno Pacheco também é bom jogador mas dificilmente conseguirá mantê-lo. Ele confirmou ainda a ida de Régis, par ao Bahia, por empréstimo.

    Gazola disse que a Chapecoense avalia ainda a situação de Yann Rolim, que agrada o treinador Hemerson Maria, e também do goleiro Vagner, que está voltando de lesão.

    Diego Torres é outro jogador que tem contrato mas tem um salário alto para disputar a Série B, segundo o vice-presidente de futebol, Mano Dal Piva.

    - Ele tem um salário que a gente não pode pagar. Por isso estamos vendo com o empresário a ida dele para outro clube – disse o vice-presidente, em entrevista coletiva, realizada nesta quarta-feira, na Arena Condá.

    A estimativa é que o déficit da Chapecoense fique próximo dos R$ 30 milhões neste ano. O presidente Paulo Magro, que esteve na coletiva, disse que o clube está buscando uma forma de equacionar as dívidas.

    - Estamos vendo com os empresários para tentar renegociações, prazos, carência. Esperamos pagar em até dois anos – disse o presidente.

    Ele afirmou que a meta da Chapecoense em 2020 será ficar entre os quatro primeiros do Catarinense, passar o máximo de fases na Copa do Brasil, onde enfrenta o Boa Vista-RJ na primeira fase, e evitar uma queda para a Série C.

    A reapresentação do time está prevista para o dia 2 de janeiro. A Chapecoense tem um grupo de atletas remanescentes o que permite montar um time para 2020.

    No gol tem João Ricardo, Tiepo e Vágner. Na lateral-direita Renato pode assumir. Na lateral esquerda mesmo se negociar Bruno Pacheco ainda tem Alan Ruschel, que volta de empréstimo do Goiás. Na zaga tem Maurício Ramos, Hiago, além de Joílson e Luiz Otávio, que voltam de empréstimo. Para o meio o clube conta com o retorno de Lucas Mineiro, a possibilidade de permanência de Campanharo e Yann Rolim, além de Tharlis, Vini Locatelli e Ronei, três garotos formados na base do clube. Moisés Ribeiro também volta em fevereiro depois de cumprir suspensão por doping. E ainda tem a indefinição sobre Diego Torres. No ataque Aylon e Júlio César voltam de empréstimo.

    De acordo com a diretoria da Chapecoense este é o setor onde o clube está priorizando a busca por reforços, principalmente por jogadores de extremas.

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