Um dos eventos astronômicos mais aguardados do ano poderá ser observado nesse final de semana. A chuva de meteoros Alfa Centaurídeos já está acontecendo desde os últimos dias de janeiro e permanece até 20 de fevereiro, mas terá o pico de atividade nos próximos dias, principalmente entre a noite de domingo (8) e a madrugada de segunda-feira (9). O fenômeno será visível a olho nu em todas as regiões do Brasil, desde que as condições meteorológicas permitam.

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O “auge” da chuva de meteoros será entre às 22h de domingo (8), até momentos antes do nascer do Sol na segunda-feira (9). Nesse período, a expectativa é que, em média, seis meteoros por hora cruzem o céu – em alguns momentos, podendo chegar a 20 ocorrências por hora.

O brilho da Lua, que está na fase Minguante (cerca de 60% de visibilidade) pode ocultar alguns meteoros, mas não vai anular o evento em si, permitindo a visão a olho nu da maioria das ocorrências.

Apesar de discretos, os meteoros Alfa Centaurídeos se destacam no céu noturno pela velocidade e pelo brilho intenso dos rastros, geralmente finos, mas bem perceptíveis.

A origem dos meteoros

Os Alfa Centaurídeos são, na verdade, pequenos fragmentos de um asteroide não identificado que se desintegrou ao passar perto do Sol. Esses detritos, ao entrarem na atmosfera da Terra, também se desintegram. Durante a “queda”, deixam rastros luminosos no céu, causando o efeito visual conhecido popularmente como Estrela Cadente – com várias ocorrências em um curto intervalo de tempo, o evento se chama chuva de meteoros.

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No céu, esses meteoros parecem surgir perto da Constelação de Centauro, o que explica o nome. A chuva é um evento anual, ocorrendo sempre entre o final de janeiro e meados de fevereiro, com visibilidade maior no Hemisfério Sul, e é uma das mais intensas e brilhantes visíveis a olho nu.

Como observar a chuva de meteoros

O fenômeno será visível a olho nu em todo o território brasileiro e não é necessário o uso de equipamentos como binóculos ou telescópios. Mas, para tornar a experiência de observação ainda melhor, o recomendado é procurar um local escuro, longe das luzes e da poluição atmosférica das grandes cidades, que ofuscam o brilho dos astros no céu noturno.

O local também deve ter o horizonte limpo, sem as barreiras de vegetação, relevos e construções, pois muito dos meteoros surgem próximos à linha do horizonte no céu. Recomenda-se chegar no lugar escolhido para a observação cerca de 30 minutos antes do horário programado, para que o olho humano se adapte à escuridão.

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Para localizar os meteoros, o ideal é olhar para as direções Sul e Sudeste do céu, ou procure pela Constelação de Centauro – é nessa região que eles costumam surgir. Mas é importante manter um amplo campo de visão, pois alguns deles podem surgir em outros lugares. Aplicativos de astronomia como o Stellarium e Star Walk ajudam a encontrar os astros e constelações.

Não se recomenda olhar na direção da Lua, já que, além do fato de que a maioria dos meteoros surge em regiões distantes no céu, o brilho dela pode ofuscar os poucos que aparecem próximas a ela. Também é importante evitar o contato com telas, que atrapalha a adaptação do olho humano ao cenário escuro.

O conforto também merece atenção. Para a observação ser produtiva, é necessário ficar algumas horas olhando para o céu. O ideal é contar com uma cadeira reclinável, esteira ou outro acessório semelhante que permita que o observador fique em uma posição confortável e adequada.

Vale destacar: para que a chuva de meteoros seja visível, é fundamental que as condições climáticas e meteorológicas colaborarem. Ou seja, o céu precisa estar limpo, sem ou com poucas nuvens.

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Mesmo que o pico de atividade dos meteoros Alfa Centaurídeos ocorra entre a noite de domingo e a madrugada de segunda-feira, a observação já pode ser feita nas noites que antecedem essa data – e poderá continuar depois – pois a chuva já está visível e continuará assim até o dia 20 de fevereiro, mas com menos ocorrência por hora. Com foco e um pouco mais de paciência, a experiência pode ser muito produtiva.