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Prefeitura Municipal de Florianópolis

Ciclorrotas, ciclofaixas e ciclovias: você sabe o que é cada uma delas? 

Projeto +Pedal, da Prefeitura de Florianópolis, prevê mais de 80 quilômetros em estruturas cicloviárias, que já começaram a ser implementadas na cidade 

07/10/2019 - 17h09

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Estúdio
Por Estúdio NSC
Ciclorrotas, ciclofaixas e ciclovias. Você sabe o que é cada uma delas?
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Quem circula por ruas de Florianópolis, como a João Pio Duarte, no Córrego Grande, e a Delminda Silveira, na Agronômica, deve ter percebido mudanças na sinalização. Os grandes retângulos vermelhos com o desenho de uma bicicleta causaram curiosidade em pedestres e motoristas. Presentes em muitas cidades do Brasil e do mundo, essas marcações indicam que aquele trajeto é uma ciclorrota, estrutura prevista no Código Brasileiro de Trânsito e que está de acordo com a Política Nacional de Mobilidade Urbana.

As ciclorrotas são mais uma ação do Programa + Pedal, do Instituto De Planejamento Urbano de Florianópolis (Ipuf) da Prefeitura Municipal de Florianópolis (PMF), que, ao lado do Programa + Pedestres, têm modificado esquinas, cruzamentos e trechos viários, incentivando o uso da bicicleta como um meio de transporte importante para melhorar a mobilidade urbana da capital.

— Quando falamos de mobilidade urbana não há uma solução mágica. É preciso mudar a percepção da bicicleta como um transporte alternativo para uma alternativa de transporte. Estudos mostram que para distâncias de até 5 km, em centros urbanos, andar de bicicleta é mais eficiente do que andar de carro — explica o gerente de Projetos Urbanos e Territoriais do Ipuf, Eduardo Leite Souza.

O incentivo a novos modais de transporte faz parte de uma política de trânsito voltada para cuidados socioambientais, proposta pela PMF e que já está sendo colocada em prática em diversos bairros.

— Já temos mais de 75 quilômetros de estruturas cicloviárias na capital e, segundo o planejamento, dobraremos isso, construindo cerca de 80 quilômetros até o próximo ano. Mobilizamos nossos órgãos e secretarias para proporem ações que proporcionem mais conforto e segurança a quem transita pela cidade — afirma Gean Loureiro, prefeito de Florianópolis.

Além das ciclorrotas, também estão sendo criadas, ampliadas ou readequadas ciclovias e ciclofaixas.

Ciclorrotas, ciclofaixas e ciclovias
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Afinal, qual a diferença entre ciclorrotas, ciclofaixas e ciclovias?

Cada uma dessas estruturas tem uma função e exige um comportamento de motoristas e ciclistas. Em comum, elas têm a necessidade de atenção e de cumprimento das leis de trânsito e o respeito entre todos que utilizam as vias.

Ciclorrotas

As ciclorrotas são vias com intenso fluxo de ciclistas e que desempenham um importante papel na interligação da rede cicloviária. As ciclorrotas são utilizadas em vias que não possuem espaço físico para instalação de ciclofaixa ou ciclovia, e são sinalizadas por retângulos vermelhos com o desenho de uma bicicleta em distâncias constantes durante toda a via. A sinalização vertical também é im

portante para alertar os motoristas de ônibus ou automóveis de que aquela rua ou avenida tem fluxo intenso de ciclistas.

— As vias que recebem esse tipo de sinalização fazem parte da rede cicloviária da cidade (que está sendo pensada para que nos próximos anos tenha, no mínimo, o dobro de tamanho), mas que dificilmente receberiam uma infraestrutura mais adequada, por conta da caixa viária altamente reduzida. Para que se torne uma ciclorrota mais segura, estamos sinalizando melhor os cruzamentos também — esclarece Eduardo Leite Souza.

Os retângulos vermelhos pintados nas vias indicam a distância segura para que o motorista possa ultrapassar o ciclista quando não houver nenhum veículo no sentido contrário. Na falta de espaço para realizar a ultrapassagem, os motoristas devem aguardar, respeitando a velocidade mais reduzida do ciclista.

Ciclofaixas

Geralmente instaladas em ruas nas quais a velocidade média permitida é entre 40 km/h e 60 km/h, tratam-se de faixas contínuas pintadas na via sem obstáculos que as separam fisicamente do restante do espaço ou separadas por tachões. Por vezes, podem se assemelhar às marcações de ciclorrota, desse modo, os motoristas devem ficar atentos durante toda a via.

— Os projetos e a nova sinalização foram

recebidos de forma positiva pelos ciclistas. E, embora a legislação exija dos motoristas que conheçam as leis de trânsito, estamos trabalhando em campanhas educativas para que as sinalizações sejam respeitadas e as estruturas tenham o efeito desejado no trânsito da cidade — informa o prefeito.

É proibido o tráfego de outros veículos – assim como o estacionamento ou parada – sobre as ciclofaixas, bem como nas ciclovias.

Ciclovias

Para locais de tráfego intenso de automóveis, ônibus ou caminhões, em que a velocidade média é superior a 60 km/h, é indicada a instalação de ciclovias, que são estruturas delimitadas fisicamente, separadas das pistas de veículos, geralmente por canteiros, grades ou meio-fio. Para integrar as ciclovias ao restante da malha viária do município, são utilizadas as ciclofaixas e ciclorrotas.

É importante lembrar que a bicicleta é considerada um veículo de acordo com o Código Brasileiro de Trânsito. Por isso, os ciclistas devem utilizar as pistas de rolamento, como qualquer outro meio de transporte. E, de acordo com a legislação, a bicicleta tem prioridade sobre qualquer outro veículo em vias públicas, por isso, motocicletas, carros, ônibus e caminhões devem manter a distância mínima de 1,5m ao ultrapassar uma bicicleta.

— Esperamos que a consolidação de transportes alternativos seja uma realidade em Florianópolis, por isso, estamos constantemente nos atualizando, usando como modelo cidades que são referências globais no uso desses transportes, no caso das bicicletas, Amsterdam e Copenhague, por exemplo. A Prefeitura se coloca aberta a sugestões para melhorias de sinalização de usuários de automóveis, ônibus, ciclistas e pedestres. Nosso objetivo é trabalhar junto com os cidadãos por um trânsito mais humanizado — finaliza Gean Loureiro.

Leia mais sobre o que acontece em Florianópolis.

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