Tanoaria. A arte que sobreviveu por séculos em meio a modernizações e automações e se mantém respirando em cidade brasileira, mais especificamente do Rio Grande do Sul.

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Estamos falando do processo de confecção e reforma de recipientes, vasilhames, barris e demais produtos da mesma natureza utilizando madeira, próprios para o armazenamento do vinho, que resiste ao tempo na cidade de Monte Belo do Sul.

Uma quantidade surpreendente de barris é exportada de lá; somente a Tanoaria Mesacaza, uma das oficinas resistentes da região, exporta 30 barris de 225 litros por semana. Esses recipientes têm endereço definido: países como Escócia, Irlanda, Estados Unidos, Bélgica, França e Polônia.

Além disso, Monte Belo do Sul comporta uma população cuja origem genética é majoritariamente italiana; 98% dos 2.700 habitantes de lá dividem esse traço.

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Cidade vai além

Inicialmente colonizada em 1877, essa cidade do Rio Grande do Sul teve 416 famílias dos mais distintos lugares encontrando morada fixa em suas colinas da serra.

Essas pessoas vieram de localidades como Mantova, Vicenza, Bérgamo e Treviso, além de Cremona, Udine e Veneza, todas cidades italianas, o que explica a tradição enraizada no município.

É segundo a Secretaria de Turismo do Rio Grande do Sul, que Monte Belo se consagra como a maior produtora de uva per capita de todo continente sulamericano. 

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Enoturismo é a prática de conhecer e passear por lugares cujo foco seja em tudo o que diz respeito aos vinhos; faz sentido, então, que Monte Belo seja considerada a capital do Enoturismo.

Cultura se expande

Localizada no Vale dos Vinhedos, a cultura do município de Monte Belo vai além da tanoaria; a culinária oriunda da cidade de Vêneto criou raízes lá e ainda atualmente pauta muito do dia a dia dos habitantes.

Dentre os pratos originários, se destacam a polenta brustolada, uma polenta tostada na chapa de ferro e servida com queijo derretido e copa, o cappellacci di zucca, uma espécie de massa recheada com abóbora, manteiga e sálvia, além do galeto al primo canto, frango assado no espeto.

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Se destaca também o café colonial italiano, que basicamente se trata de uma mesa de café com direito à pães, geleias e outras variedades.

Além disso, a forma mais simples de chegar a Monte Belo do Sul é indo até o Aeroporto Internacional Salgado Filho e seguindo o restante do caminho de carro pela Serra Gaúcha.

Para visitar a cidade, é interessante pensar em viajar até lá nos meses de janeiro à março, quando os verões são amenos, e aproveitar para descobrir detalhes históricos dessa Itália Brasileira.

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