Criciúma, no Sul de Santa Catarina, deve ganhar uma ferrovia elevada como parte de um projeto de mobilidade urbana. Os primeiros passos já começaram: equipes realizam levantamentos topográficos e sondagens do solo ao longo do traçado previsto, etapa fundamental para viabilizar a obra.

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Nesta fase inicial, equipes técnicas estão em campo realizando medições, conferindo os níveis do terreno e identificando pontos de referência com o auxílio de drones. Também são feitas perfurações para análise das características do solo. Os dados coletados vão embasar os estudos de engenharia e permitir o detalhamento do projeto.

A movimentação de profissionais ao longo da ferrovia faz parte do cronograma de elaboração e, segundo a prefeitura, não interfere na operação da linha férrea. A expectativa é de que o projeto de engenharia seja concluído até o fim de 2026.

O que está sendo feito agora

Os trabalhos incluem levantamento topográfico completo da área e sondagens do solo ao longo do traçado previsto. Essas etapas são consideradas essenciais para garantir precisão técnica no projeto, já que indicam as condições do terreno e orientam as próximas decisões da engenharia.

De acordo com o secretário municipal de Infraestrutura e Obras, João Paulo Casagrande, os dados obtidos nesta fase são determinantes para o avanço da proposta com segurança.

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O que prevê o projeto da ferrovia elevada

A proposta em elaboração prevê a elevação dos trilhos em cerca de sete metros, no trecho que vai da região do Rio Maina até o cruzamento com a Avenida Centenário, no bairro Milanese. 

A ideia é reduzir as interferências da linha férrea no perímetro urbano, melhorar a segurança e contribuir para a mobilidade em Criciúma.

Além disso, a iniciativa busca enfrentar um dos principais desafios do traçado atual: a ferrovia em nível, que impacta diretamente o dia a dia da população. Com a elevação, o município projeta diminuir riscos de acidentes e melhorar o ordenamento urbano, com mais iluminação e fiscalização em áreas hoje consideradas vulneráveis.