Itapema, a cidade que ostenta o segundo metro quadrado mais caro do país, vai aumentar de forma artificial a faixa de areia da Meia Praia. O projeto que prevê uma expansão de até 60 metros tem como objetivo é frear a erosão marítima em uma das áreas mais urbanizadas e visadas do estado.
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A licença ambiental de instalação do projeto foi entregue pelo Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA) em 6 de maio. Agora, a cidade de 75 mil habitantes deve começar os estudos e estabelecer regras para que a obra aconteça.
Para o governo de Santa Catarina, a alimentação artificial da praia, através de areia coletada a 19 quilômetros da costa, é “medida fundamental para enfrentar o avanço do mar e os processos erosivos que historicamente afetam a região”. Além de ampliar a proteção costeira, o serviço deve melhorar a resiliência da orla frente a eventos climáticos.
Veja como ficará a nova orla de Itapema
O engordamento da praia contempla o lançamento de aproximadamente 498 mil metros cúbicos de areia ao longo de 4,75 quilômetros da orla, entre os molhes dos rios Perequê e Taboleiro das Oliveiras. Com a obra, a faixa de areia deve ganhar entre 20 e 60 metros de largura, dependendo do trecho.
A areia será retirada de uma jazida localizada a cerca de 19 quilômetros da costa, com características compatíveis à areia já existente na praia. Segundo a prefeitura, as obras serão realizadas em etapas, para que os trechos da praia sejam gradualmente liberados à população.
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O início dos trabalhos está previsto para agosto, após o período de pesca da tainha, com duração estimada de quatro meses. A nova orla deve ser inaugurada antes da temporada de verão, em dezembro. O anúncio foi realizado durante cerimonia com o governador Jorginho Mello, ao lado do prefeito Alexandre Xepa, com anúncios que somam quase R$ 80 milhões em investimentos para Itapema.
Investimento é de cerca de R$ 60 milhões
O custo total da requalificação da orla é de cerca de R$ 60 milhões, com recursos divididos igualmente entre a Prefeitura de Itapema e o Governo do Estado. Segundo o secretário de Governo e Infraestrutura, Marcelo Correia, o projeto deve trazer uma nova fase de desenvolvimento para o município.
— É uma obra estruturante, planejada com base em estudos técnicos e ambientais. Estamos garantindo segurança costeira e criando uma nova frente de desenvolvimento para a cidade — afirma.
Além do alargamento, o projeto prevê ainda a implantação e qualificação de estruturas públicas na orla, como postos de guarda-vidas, além da revitalização e manutenção do parque linear, que contará com quadras permanentes, playground, academia ao ar livre e outros espaços voltados ao lazer e à convivência.
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Alargamento pode colocar cidade no topo da valorização
Atualmente consagrada como a segunda cidade mais cara do país, perdendo apenas para Balneário Camboriú, o alargamento da Meia Praia pode virar motivo de uma virada no ranking do metro quadrado mais valorizado do Brasil.
Itapema é vice-líder do ranking do FipeZap nacional e acumula alta de 114% no valor do metro quadrado nos últimos cinco anos. Com o alargamento da faixa de areia na região da Meia Praia, bairro nobre do município, profissionais do setor imobiliário esperam uma valorização de até 30%. O que, na prática, concede chances de Itapema liderar a lista.
Com o início das obras previsto para julho, setores como o turismo e a construção civil já começam a se preparar para as mudanças que o projeto trará para a cidade. Com uma virada iminente no ranking de valorização, Itapema se aproxima cada vez mais do título que atualmente está com a vizinha, Balneário Camboriú.
Mudança no mercado imobiliário
De acordo com Thiago Cabral, CEO do ABC&Embralot, empresa referência no setor de incorporação e urbanismo voltado a empreendimentos de luxo, a promessa da cidade se consagrar como o metro quadrado mais valorizado do país, tem atraído investidores que buscam fechar negócio antes do alargamento ser concluído.
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— Tomando como referência o histórico recente de Balneário Camboriú, onde os imóveis da categoria premium registraram uma valorização de 20% a 30% logo após a ampliação da faixa de areia, projetamos um comportamento semelhante para a Meia Praia. Esse resultado já é considerado um dado concreto pelo mercado, gerando um forte movimento de antecipação por parte dos investidores que buscam capturar esse ganho patrimonial antes da entrega da nova estrutura — explica Thiago
Além de aumentar a procura, a obra deve moldar os próximos empreendimentos na região da Meia Praia, dando mais autonomia e personalidade à projetos únicos e fora do padrão comum.
— O alargamento funciona como a primeira etapa de uma transformação urbana profunda, permitindo que as empresas locais elevem o nível de ousadia e o padrão técnico dos empreendimentos. A expansão da faixa de areia valoriza diretamente o perímetro que compreende a linha de frente para o mar e a primeira quadra. Essa nova configuração física dá sustentação para que a incorporadora aloque mais recursos em inovação arquitetônica e engenharia de alto padrão — frisa o CEO do ABC&Embralot.









