Governador Celso Ramos, na Grande Florianópolis, tem 40,9% dos pontos de praia próprios para banho, segundo a análise mais recente do Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA/SC). O número representa melhora em relação ao relatório de 23 de janeiro, quando quase 80% das áreas avaliadas estavam impróprias.

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Na nova análise, divulgada nesta terça-feira (27), o município ainda apresenta mais da metade (59,1%) dos pontos inadequados. Dos 22 locais monitorados, 13 seguem impróprios para banho.

Entre os pontos que registraram avanço está a Praia do Antenor. Classificada como imprópria no boletim do dia 23, ela passou a ser considerada própria nesta semana. A Praia da Baía dos Golfinhos e a Praia da Fazenda da Armação também deixaram a condição de impróprias.

Já a Praia de Palmas, uma das mais conhecidas da região, permanece com todos os pontos avaliados considerados impróprios para banho.

Em nota enviada ao NSC Total nesta semana, a prefeitura de Governador Celso Ramos informou que a balneabilidade do município pode ter sido afetada pelo episódio de chuvas intensas registradas na últimas semanas. O executivo da cidade também declarou que acompanha a situação em conjunto com os órgãos ambientais competentes “pois entende que a balneabilidade das praias é fundamental para garantir um verão seguro e saudável”.

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Veja os pontos impróprios para banho

  1. Praia da Armação da Piedade (Ponto 01) – No meio da praia: imprópria.
  2. Praia da Camboa (Ponto 09) – Na Rua Flamboyant: imprópria.
  3. Praia da Fazenda da Armação (Ponto 08) – Na Rua Gerino Belmiro dos Santos, próximo ao riacho: imprópria.
  4. Praia de Canto de Ganchos (Ponto 12) – Na Rua Deodoro Simas Custódio, à esquerda do riacho: imprópria.
  5. Praia de Ganchos (Ponto 13) – Na Avenida Ganchos, altura nº 1008, à direita do trapiche: imprópria.
  6. Praia de Ganchos de Fora (Ponto 15) – Em frente à vala de drenagem da Rua dos Navegantes (no mar: imprópria.
  7. Praia de Palmas (Ponto 02) – Avenida Aderbal Ramos da Silva, em frente ao Posto de Salva-Vidas: imprópria.
  8. Praia de Palmas (Ponto 11) – Em frente à Rua 51, esquerda Alameda das Laranjeiras, próximo ao Posto de Salva-Vidas: imprópria.
  9. Praia de Palmas (Ponto 14) – Em frente à Rua das Samambaias: imprópria.
  10. Praia de Palmas (Ponto 17) – Em frente à Rua das Anchovas: imprópria.
  11. Praia de Palmas (Ponto 18) – Em frente à Rua dos Robalos, na passarela: imprópria.
  12. Praia de Palmas (Ponto 19) – Em frente à Rua dos Lírios: imprópria.
  13. Praia de Palmas (Ponto 20) – Na altura do nº 819 da Avenida Atlântica: imprópria.

Veja os pontos próprios para banho

  1. Praia das Cordas (Ponto 23) – Em frente ao acesso de veículos: própria.
  2. Praia de Calheiros (Ponto 16) – No canto esquerdo da praia: própria.
  3. Praia do Magalhães (Ponto 06) – Na Rua Beija-Flor, em frente à rampa: própria.
  4. Praia Grande (Ponto 10) – Na Avenida Caravelas: própria.
  5. Praia Grande (Ponto 24) – Em frente à Rua das Garças: própria.
  6. Praia da Fazenda da Armação (Ponto 07) – Na Rua Gregório Monteiro: própria 
  7. Praia da Baía dos Golfinhos (Ponto 03) – À direita do trapiche: própria 
  8. Praia do Antenor (Ponto 04) – No meio da praia: própria
  9. Praia do Antenor (Ponto 05) – No canto esquerdo, em frente ao riacho: própria

Veja fotos de Governador Celso Ramos

Quando um ponto é considerado próprio ou impróprio

  • Próprio: quando em 80% ou mais de um conjunto de amostras coletadas nas últimas 5 semanas anteriores, no mesmo local, houver no máximo 800 Escherichia coli por 100 mililitros;
  • Impróprio: quando em mais de 20% de um conjunto de amostras coletadas nas últimas 5 semanas anteriores, no mesmo local, for superior a 800 Escherichia coli por 100 mililitros ou quando, na última coleta, o resultado for superior a 2000 Escherichia coli por 100 mililitros.

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Por que não é recomendado nadar depois de chuvas intensas

O banho de mar não é recomendado nas primeiras 24 a 48 horas após chuvas de maior intensidade, assim como nas áreas próximas à saída de canais ou galerias de águas pluviais. A água da chuva pode arrastar materiais contaminados, o que compromete a qualidade da água do mar.

Como é feita a análise da balneabilidade

As amostras são analisadas pelo método fluorogênico, que consiste na quantificação dos coliformes totais e Escherichia coli. Segundo a Resolução Conama nº 274, de 29 de novembro de 2000, o ponto é considerado “próprio” quando em 80% ou mais de um conjunto de amostras coletadas nas cinco semanas anteriores, no mesmo local, houver no máximo 800 Escherichia coli por 100 mililitros.

O ponto é considerado “impróprio” quando em mais de 20% de um conjunto de amostras coletadas nas cinco semanas anteriores, no mesmo local, for superior a 800 Escherichia coli por 100 mililitros ou quando, na última coleta, o resultado for superior a 2000 Escherichia coli por 100 mililitros.

De outubro a março, o IMA realiza o monitoramento da balneabilidade das praias catarinenses e divulga o balanço semanalmente, às sextas-feiras. Entre abril e setembro, a pesquisa e a divulgação são mensais.

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O que diz a prefeitura de Governador Celso Ramos

Em relação aos resultados do relatório de balneabilidade do Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA), divulgados no dia 23 de janeiro de 2026, a Prefeitura de Governador Celso Ramos reitera que os episódios de chuva intensa registrados nas últimas semanas podem ter afetado os índices de qualidade da água nas praias do município. Conforme os dados mais recentes, essa condição pode ter permanecido nas últimas análises realizadas.

A Prefeitura continuará acompanhando a situação em conjunto com os órgãos ambientais competentes, como a Fundação do Meio Ambiente de Governador Celso Ramos (FAMGOV) e o Instituto do Meio Ambiente (IMA), pois entende que a balneabilidade das praias é fundamental para garantir um verão seguro e saudável.

No âmbito municipal, as ações estão concentradas em medidas preventivas e corretivas, com fiscalização intensificada para enfrentar eventuais problemas e melhorar a qualidade da água na região. Prosseguem as inspeções da “Operação Verão”, força-tarefa que está vistoriando sistemas de esgoto e, em especial, o funcionamento das Estações de Tratamento de Efluentes (ETEs) em prédios e residências. O objetivo é monitorar de perto e identificar eventuais irregularidades operacionais que possam contribuir para a poluição do mar, agindo com agilidade para saná-las“.