O forte calor previsto pela Defesa Civil se confirmou nesta sexta-feira (6) em Santa Catarina e atingiu em cheio cidades catarinenses, desde o Oeste até o Litoral Sul e Norte. Joinville, por exemplo, chegou a registrar um índice de calor de 46°C, assim como Santo Amaro da Imperatriz, na Grande Florianópolis, onde os moradores sentiram um índice de calor de 44°C, de acordo com a Epagri/Ciram.

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O cálculo é feito entre a temperatura aparente e a umidade relativa do ar. Em Joinville, a temperatura às 14h era de 35°C, enquanto a umidade estava em 61%, o que resultou no índice de calor alto. Já em Santo Amaro da Imperatriz, a temperatura neste mesmo horário era de 34°C, com umidade de 65%.

Outras cidades também enfrentaram altas temperaturas nesta sexta-feira. Em Praia Grande, no Sul do Estado, o índice de calor foi de 42°C, com temperatura de 33°C e umidade de 66%.

Caibi, no Extremo Oeste, também registrou índice de calor de 41°C, com temperatura de 37°C e umidade de 40%. Neste município, a sensação térmica, que é a a temperatura aparente sentida pela pele exposta, com a combinação entre temperatura do ar e velocidade do vento, chegou a 40°C. Também no Extremo Oeste, foi registrada a mesma temperatura, com índice de calor de 40°C, já que a umidade no município era de 38%.

Pessoas aproveitam praia para fugir do calor em SC

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Por que está tão calor em SC?

De acordo com a Defesa Civil, alguns fatores estão envolvidos neste cenário de calor extremo, com a atuação de uma massa de ar quente sobre o Estado. O principal motivo para a elevação acentuada das temperaturas em Santa Catarina é a intensificação dos ventos de norte, que transportam ar quente das regiões centrais do Brasil em direção ao Sul.

Algumas regiões devem ter um “alívio” nas temperaturas com o aumento da nebulosidade motivado pela circulação marítima, principalmente no Litoral e áreas próximas.

Veja recomendações do Ministério da Saúde

  • Manter ambientes frescos: usar ventiladores e ar-condicionado sempre que possível. Em horários de calor intenso, locais climatizados como shoppings e centros comunitários podem servir de abrigo;
  • Monitorar a saúde: pessoas com doenças preexistentes devem ficar atentas a sinais de mal-estar e seguir orientações médicas, inclusive sobre uso de medicamentos;
  • Redobrar cuidados com grupos vulneráveis: crianças, idosos e gestantes precisam de atenção especial, com hidratação frequente e permanência em ambientes frescos;
  • Usar roupas adequadas: priorizar peças leves, claras e de tecidos que facilitem a transpiração;
  • Reforçar a hidratação: beber água ao longo do dia, mesmo sem sentir sede, e evitar álcool e bebidas com cafeína;
  • Ajustar a rotina: evitar atividades ao ar livre nos horários mais quentes, dando preferência ao início da manhã ou ao fim da tarde;
  • Optar por alimentação leve: consumir frutas, saladas e refeições de fácil digestão, evitando alimentos pesados.