nsc
an

'ESCULÁPIO'

Cidades no Norte de SC estão na mira da PF por supostos desvios de verbas para a saúde

Entidades de assistência social envolvidas teriam recebido por serviços não prestados

07/06/2022 - 10h54 - Atualizada em: 07/06/2022 - 11h23

Compartilhe

Paulo
Por Paulo Batistella
Buscas da Polícia Federal foram feitas em sete municípios
Buscas da Polícia Federal foram feitas em sete municípios
(Foto: )

Uma operação deflagrada na manhã desta terça-feira (7) cumpriu 14 mandados de busca e apreensão em sete cidades do Vale do Itajaí em investigação sobre possíveis desvios de recursos públicos federais destinados à saúde. Estariam envolvidas, no entanto, três prefeituras do Norte do Estado, segundo a Polícia Federal (PF). 

​> Receba notícias de Blumenau e região direto no Whatsapp

O órgão não especificou em quais cidades os desvios teriam ocorrido, em cumprimento à legislação eleitoral, segundo informou à reportagem.

Foi comunicado que os mandados da Operação Esculápio foram cumpridos em endereços de Blumenau, Ibirama, Itapema, Taió, Massaranduba, Benedito Novo e Rio dos Cedros, cidades onde foram feitas buscas de provas, mas que não têm prefeituras necessariamente envolvidas no caso.

Há cerca de R$ 3 milhões em contratos entre três municípios e duas entidades de assistência social sob investigação.

A investigação partiu de um relatório da Controladoria Geral da União (CGU) que identificou a não realização de serviços médicos de clínica geral e ortopedia que haviam sido contratados por uma prefeitura entre 2014 e 2016 em convênio firmado com uma entidade de assistência social, associação que deve operar sem fins lucrativos.

A entidade acabou realizando a subcontratação de empresas de grupo econômico semelhantes e efetuou cobranças por diversos serviços, que não foram devidamente comprovados, segundo a PF, e têm indicativos de não execução.

A associação também protagonizou procedimento semelhante com uma outra prefeitura catarinense no mesmo período, também de acordo com a PF.

A apuração policial também identificou indícios de ligação dos envolvidos nos dois ocorridos com um terceiro caso, em que houve cobranças e a não realização de serviços parecidos, mas já entre 2018 e 2020, desta vez envolvendo uma outra entidade de assistência social e uma terceira prefeitura.

Esse último caso partiu de um relatório do Ministério Público de Contas do Estado de Santa Catarina (MPC-SC), que analisou a prestação de contas da associação envolvida.

Leia mais

Carros de luxo e imóveis são sequestrados em operação contra grupo criminoso em SC

Encontrado corpo de menino de 5 anos que estava desaparecido em Rio Negrinho

Blumenau investiga caso suspeito de varíola dos macacos

Colunistas