Um grupo de cientistas brasileiros desenvolveu um novo exame de sangue, chamado RosalindTest, capaz de detectar o câncer de mama ainda em seus estágios iniciais com 95% de precisão.
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O teste criado pela FMABC em parceria com a biotech LiqSci utiliza apenas uma amostra de sangue, com a técnica PCR digital que monitora a atividade de genes específicos que reagem ao estresse tumoral.
A proposta é que o exame atue como uma ferramenta que complemente ao métodos tradicionais, como a mamografia. Embora não substitua os exames de imagem, a nova tecnologia pode facilitar o rastreamento, tornando o processo menos invasivo e mais rápido.
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A detecção precoce é determinante para o prognóstico das pacientes. Quando identificada nas fases iniciais, a doença pode ter taxas de cura que chegam a cerca de 90%, além de permitir tratamentos menos agressivos.
Mas como um simples tubo de sangue é capaz de prever o que exames de imagem muitas vezes não mostram? A resposta está no RNA mensageiro.
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Funcionamento do teste
O chamado RosalindTest foi produzido através da parceria de cientistas da Faculdade de Medicina do ABC (FMABC) e a LiqSci, uma biotech brasileira.
O exame é feito por meio de amostras de sangue. Diferente de exames tradicionais, como a mamografia, esse teste atua em um nível molecular, buscando indícios precoces do câncer, antes mesmo dos primeiros sintomas aparecerem.
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Na prática, o teste foca na atividade de um gene específico que tende a ficar mais ativo em mulheres com câncer de mama. Esse aumento de atividade ocorre porque células tumorais vivem em um ambiente de estresse, como a falta de oxigênio.
Para fazer essa medição com precisão, o exame utiliza uma técnica avançada chamada PCR digital, que aumenta o volume de moléculas de RNA mensageiro presentes no sangue. Esse RNA funciona como uma espécie de “mensagem” que indica quais genes estão ativos no corpo naquele momento.
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Importância de detectar o quanto antes
Num país como o Brasil, que tem o índice alto de câncer de mama, esse avanço tecnológico permite que o tratamento seja feito com mais tranquilidade e observação desde cedo. Em estudos iniciais, o exame apresentou cerca de 95% de precisão na detecção da doença em fases iniciais.
Segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA), o Brasil no ano de 2026 à 2028, estima que os casos de câncer de mama tem de a cobrir 30% da porcentagem total, ultrapassando 78 mil casos.
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O avanço é um grande passo, já que o diagnóstico tardio ainda é um desafio no Brasil. Uma parcela significativa dos casos de câncer de mama é identificada em estágios mais avançados.
Diante desse cenário, o avanço no combate aos principais tipos de câncer no Brasil passa pela prevenção e pelo diagnóstico precoce. Do câncer de mama, de pulmão e de próstata, muitos casos ainda são descobertos tardiamente, o que reduz as chances de tratamento eficaz.
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