Não é possível pousar em Júpiter. O planeta não tem superfície sólida e qualquer espaçonave seria esmagada pela pressão e pelo calor. Por isso, entender o que acontece sob as nuvens sempre exigiu criatividade científica.

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Foi o que fez uma parceria entre a Universidade de Chicago e o Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa. O grupo desenvolveu modelos computacionais inéditos para simular as camadas profundas do planeta gasoso.

O estudo foi publicado em 8 de janeiro de 2026, no periódico The Planetary Science Journal.

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Como a pesquisa foi feita

Para alimentar o simulador, os pesquisadores usaram dados de missões como as sondas Galileo e Juno. O programa recria condições extremas de temperatura e pressão, funcionando como a única forma viável de explorar o interior joviano.

Pela primeira vez, a equipe conseguiu integrar hidrodinâmica, que descreve o movimento das nuvens e dos gases, e química atmosférica na mesma simulação. Essa combinação permitiu observar o planeta como um sistema completo.

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Descobertas do estudo

Os resultados surpreenderam. O modelo indica que Júpiter possui cerca de 1,5 vez mais oxigênio do que o Sol, contrariando estimativas anteriores que apontavam níveis muito baixos.

Conforme a Revista Planeta, o líder do estudo, Jeehyun Yang, afirma que a abundância sugere que o planeta incorporou enormes quantidades de gelo durante sua formação.

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Importância da formação de Júpiter

A linha da neve era a região do Sistema Solar primitivo onde fazia frio o bastante para a água permanecer congelada. Ali havia mais material sólido disponível, o que facilitava a formação de planetas grandes como Júpiter.

Se ele nasceu nessa área mais distante e depois migrou para perto do Sol, sua enorme gravidade pode ter reorganizado asteroides e detritos. Isso ajudou a estabilizar as órbitas dos planetas rochosos, como a Terra.

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Um planeta mais lento do que parecia

Outra descoberta importante envolve o ritmo interno do planeta. A circulação de gases e a difusão química ocorrem até 40 vezes mais devagar do que se imaginava.

Processos que se pensava durar horas podem levar semanas. Isso altera cálculos sobre tempestades, formação de nuvens e distribuição de elementos químicos.

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“A química é importante, mas não inclui o comportamento das nuvens. A hidrodinâmica por si só simplifica a química. Combiná-las é o que nos dá a imagem real”, explicou Jeehyun Yang, segundo a Revista Planeta.

Qual é a importância dessa descoberta

Compreender o funcionamento de Júpiter ajuda astrônomos a interpretar observações de planetas em outros sistemas estelares.

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Júpiter, então, serve como referência para avaliar a estabilidade orbital, as condições que podem favorecer a existência de mundos habitáveis e compreender como a própria Terra se formou.

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