Uma pesquisa da Weill Cornell Medicine e do MIT identificou um “interruptor” molecular que pode ajudar o câncer colorretal a se espalhar para o fígado, uma das formas mais graves da doença.
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Segundo a descoberta dos pesquisadores, as células cancerígenas podem perder uma proteína, chamada GATA6, sem a qual elas perdem parte de sua “identidade original”. Após esse processo, elas adotam um estado flexível e podem ser confundidas com células saudáveis.
Tipos de câncer mais letais
O câncer de cólon está entre os tumores mais agressivos conhecidos e frequentemente tem seus sintomas ignorados, especialmente entre jovens. Por isso é importante que jovens e adultos façam colonoscopia como forma de prevenção.
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O que os cientistas descobriram
O estudo, publicado na revista científica Cell Stem Cell em 22 de junho de 2026, investigou como células do câncer colorretal ganham capacidade de formar metástases.
A principal pista apareceu no GATA6, um fator de transcrição. Em linguagem simples, ele ajuda a controlar quais genes ficam ligados ou desligados dentro das células que revestem o intestino.
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O problema aparece quando os níveis de GATA6 caem. Segundo os pesquisadores, essa perda pode empurrar células do câncer para um estado mais primitivo, adaptável e com maior capacidade de colonizar outros órgãos.
“Descobrimos que a perda de GATA6 atua como um interruptor crítico que pode mudar as células cancerígenas no tumor primário de não metastáticas para pró-metastáticas.”
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disse Norihiro Goto, ao Weill Cornell Medicine
Por que isso importa?
O câncer colorretal fica muito mais difícil de tratar quando se espalha para além do local original. A metástase no fígado é especialmente perigosa porque esse órgão recebe sangue vindo do intestino e é uma via crítica para o espalhamento tumoral.
O novo trabalho sugere que o tumor não precisa apenas crescer mais rápido ou acumular novas mutações para ficar perigoso. Em vez disso, algumas células podem trocar de “modo de funcionamento”.
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Elas deixam de agir como células intestinais mais definidas e passam a se comportar de forma mais plástica, como se ganhassem novas opções de sobrevivência. Esse processo é chamado de plasticidade celular.

Metástase além de mutações
Durante anos, cientistas procuraram mutações específicas que explicassem por que o câncer colorretal costuma se espalhar para o fígado. No entanto, nenhum grande gatilho genético isolado apareceu de forma clara.
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A nova pesquisa aponta para outro caminho: mudanças epigenéticas. Elas não alteram a sequência do DNA, mas influenciam quais genes ficam ativos ou silenciosos dentro da célula.
“Nossas descobertas sugerem que mudanças epigenéticas podem ser mais importantes para promover a metástase hepática.”
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afirmou Norihiro Goto, ao Weill Cornell Medicine
Metodologia dos testes
Para observar esse processo, os cientistas usaram organoides, pequenas estruturas tridimensionais cultivadas em laboratório que imitam características de tumores reais.
Esses organoides foram derivados de metástases no fígado e implantados no cólon de camundongos. Com isso, a equipe conseguiu acompanhar tumores mais agressivos se formando e depois se espalhando.
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O modelo permitiu enxergar fases iniciais, nas quais os sintomas ainda podem ser percebidos pelo paciente, que amostras de metástases já estabelecidas não mostram bem. Isso é especialmente importante porque a célula já chegou ao fígado quando a metástase aparece no exame.









