Cinco regiões de Santa Catarina estão com mais de 95% dos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de adultos ocupados. O Litoral Norte e Oeste chegaram a 100% de ocupação, não restando vagas disponíveis. Os dados são do Centro de Informações Estratégicas para a Gestão do SUS (Cieges).
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Ao todo, são 979 leitos de UTI adultos no Estado, sendo que 936 estão ocupados. Além das regiões do Litoral Norte e Oeste, que se encontram em ocupação total, o Norte catarinense também registra situação preocupante. Isso porque, no momento, há apenas três leitos disponíveis em toda a região, que atende 1,4 milhão de pessoas.
A Grande Florianópolis e o Sul também estão com ocupação superior a 95%, registrando 96,7% e 97% de vagas ocupadas.
Por outro lado, as regiões com menos leitos ocupados são a Serra Catarinense, que está com sua capacidade de atendimento em 80,7%, o Meio-Oeste, com lotação em 91,8% e, depois, o Vale do Itajaí, que tem 94% das vagas ocupadas.
Segundo a Secretária do Estado da Saúde (SES), Santa Catarina foi o estado que mais expandiu a rede SUS de leitos de UTI nos últimos anos. Desde 2023, já foram abertos 291 novos leitos de terapia intensiva, entre adultos e infantis, distribuídos em diversas regiões. Além disso, para este momento sazonal de aumento de casos de síndromes respiratória aguda grave (SRAG) foram abertos 59 leitos emergenciais para SRAG.
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Os hospitais da Secretaria de Estado da Saúde são referência em alta complexidade e operam com uma taxa de ocupação historicamente elevada, acima de 80%, devido à demanda por procedimentos especializados e atendimentos emergenciais. As cirurgias eletivas e emergenciais, muitas vezes, demandam internação em UTI no pós-operatório, contribuindo para a taxa de ocupação.
A Secretaria reforça que o sistema de saúde catarinense funciona em rede, garantindo assistência a todos os cidadãos. Caso não haja vagas em um hospital, a Regulação busca leitos em outras unidades, inicialmente na mesma região e, se necessário, em outras localidades ou na rede privada. Todos os pacientes internados nas unidades hospitalares recebem toda a assistência médica.
“Ressalta-se que nesta sexta-feira, 22 de agosto, de acordo com o Painel de Leitos de UTI, há no Estado 187 leitos de UTI disponíveis, sendo 47 para adultos, 64 neonatais e 76 pediátricos. A taxa média geral de ocupação desses leitos é de 87%. As principais causas de internação em leitos de UTI adulto nos hospitais do Estado são doenças respiratórias, cardiovasculares e acidentes vasculares cerebrais (AVCs)”, informou a SES.
A pasta também afirmou que continua monitorando a situação epidemiológica e a ocupação hospitalar, especialmente neste período de sazonalidade de vírus respiratórios, e mantém seus investimentos para ampliar e qualificar a rede de saúde no estado.
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“É importante reforçar que a vacina contra a gripe está disponível em Santa Catarina para toda a população. A vacina protege contra os principais vírus influenza em circulação no Brasil e previne os casos graves das doenças respiratórias”, disse em nota.
Hospital de Joinville apelou para que Samu redirecionasse pacientes para outras unidades
Por conta da superlotação e falta de leitos, o Hospital Regional Hans Dieter Schmidt chegou a emitir um ofício na quinta-feira (21) pedindo ao Samu que redirecionasse pacientes para outras unidades de saúde.
“Considerando o atual cenário de superlotação hospitalar, com 84 pacientes internados no Pronto Socorro, 40 pacientes em observação aguardando vaga de internação, além do impacto significativo das obras em andamento que comprometem a disponibilidade de leitos assistenciais; Solicitamos a colaboração da central de regulação para redirecionamento dos casos possíveis de atendimento em outro ponto de atenção por um período de 24 horas”, dizia o ofício.
A SES confirmou que o ofício foi emitido e ele tem validade até às 17h desta sexta-feira (22). Além disso, reforçou que o Hospital Regional Hans Dieter Schmidt atende a todas as pessoas que procuram a unidade no sistema porta aberta, com Pronto Socorro 24 horas, recebendo e acolhendo pacientes de diversas especialidades clínicas e cirúrgicas, além de unidades de terapia intensiva.
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“Cabe ressaltar que após anos de abandono o Hospital passa por obras na Emergência e na Cardiologia. Essas ações são necessárias para uma melhor condição de atendimento e, naturalmente, podem trazer transtornos até a finalização das obras”, disse a SES em nota.
Conforme a SES, a unidade hospitalar é referência em áreas como cardiologia, clínica médica e psiquiatria para o Norte e Nordeste e, em razão disso, apresenta um fluxo intenso e contínuo de pacientes. Sendo assim, é normal que seja orientado quanto à capacidade de atendimento da unidade para ser melhor utilizada e, além disso, o aproveitamento de outros hospitais da região para atendimentos de menor complexidade.
A direção informa ainda que o Pronto Socorro está temporariamente com o espaço reduzido em razão das obras de reforma e ampliação, que há mais de 10 anos não passavam por melhorias.
Quanto à contratação de profissionais, é da rotina o chamamento por meio de processo seletivo e, conforme anunciado anteriormente, está em andamento a execução de concurso público, após mais de 13 anos sem a realização do mesmo. Atualmente, são 1.310 profissionais que atuam no Hospital Regional de Joinville, quantitativo já ampliado em relação ao início do atual Governo, quando o hospital contava com 1.235 trabalhadores na unidade.
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