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    Cinco são presos suspeitos de vender remédios adulterados para emagrecer em Joinville 

    Polícia localizou as pessoas depois que uma mulher, que tomava o medicamento, precisou ser internada na UTI

    19/03/2019 - 09h42 - Atualizada em: 19/09/2019 - 18h55

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    Gabriela
    Por Gabriela Florêncio
    No remédio havia a presença de quatro substâncias proibidas
    No remédio havia a presença de quatro substâncias proibidas
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    Cinco pessoas foram presas suspeitas de vender remédios para emagrecer adulterados, em Joinville. As prisões aconteceram na manhã desta terça-feira (19), nos bairros Boa Vista, na Zona Leste, e Itaum, na região Sul da cidade. Os medicamentos eram vendidos por grupos em aplicativos de mensagem como naturais, mas continham substancias ilegais na fórmula.

    De acordo com o delegado Fabio Estuqui, da Divisão de Investigação Criminal (DIC), a investigação começou depois que uma mulher, que tomava os medicamentos, passou mal e precisou ser internada durante quatro dias na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

    Após a situação, a família da paciente procurou a polícia e relatou o caso. Os medicamentos foram apreendidos e passaram por perícia. Ainda conforme o delegado, o laudo constatou que dentro do produto havia a presença de quatro substâncias não autorizadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) na fórmula e que não constavam no rótulo.

    — A vítima comprava o produto por ser natural, mas havia outros componentes dentro. Em 10, 15 dias, as pessoas perdiam até seis quilos, o que fez com que o remédio se popularizasse na região — afirma.

    Ainda de acordo com Estuqui, as pessoas que compraram os medicamentos devem parar de fazer o uso. Além disso, as vítimas devem procurar uma delegacia para registrar o boletim de ocorrências. As investigações continuam para identificar mais pessoas que possam ter sido vítimas do remédio.

    Os suspeitos estavam em casa no momento da prisão, onde foram localizados ainda os produtos irregulares que eram vendidos. Os cinco suspeitos foram encaminhados para a DIC, onde devem prestar depoimento. Os envolvidos podem responder pelo crime contra a saúde.

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