A Praia da Vila, em Imbituba, no Litoral Sul de Santa Catarina, recebe entre os dias 25 e 29 de março a primeira etapa do Circuito Banco do Brasil de Surfe. Essa disputa marca a abertura oficial da temporada 2026/27 do Qualifying Series (QS), ou seja, a pontuação da World Surf League (WSL) na América do Sul.
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O evento é o primeiro do Circuito BB de Surfe e da temporada 2026/2027 do QS, que ao longo do calendário, contará com outras cinco disputas do QS na região. Essa estratégia tem como objetivo levar as disputas até diferentes polos do surfe sul-americano, para facilitar o acesso dos atletas.
Após o sucesso da edição do ano passado, que trouxe um grande público e atletas até a Praia da Vila e reuniu atletas de destaque, Imbituba passou a ter um papel ainda mais relevante no circuito. A etapa recebeu upgrade de QS 4.000 para QS 6.000, ou seja, aumentou o peso da pontuação no ranking regional, o que amplia o alcance internacional da competição.
As demais etapas do circuito ao longo do ano contarão com três provas QS 4.000 e uma QS 2.000, esta última integrada ao Festival Tamo Junto BB. A premiação total também cresceu, e agora, chega a US$ 295 mil somando os 5 eventos, considerada a maior entre eventos do QS na América do Sul e com maior premiação per capita.
Para Ivan Martinho, presidente da WSL América Latina, a etapa de Imbituba representa um novo momento para o surfe regional.
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— Imbituba representa tudo o que acreditamos para o futuro do surfe. O upgrade para QS 6,000 e a premiação recorde e o número de etapas no calendário mostram que o circuito evoluiu em estrutura, relevância e impacto. Estamos abrindo a temporada com um evento do mais alto nível técnico, social e ambiental. O Circuito Banco do Brasil hoje é a principal plataforma de formação de talentos para o surfe mundial — comenta.
Atletas de mais de 15 países participam da etapa
Ao todo, a competição deve contar com a participação de 96 atletas na categoria masculina e 48 na feminina, que representam mais de 15 países do mundo. A alta quantidade de esportistas amplia as oportunidades para o esporte e reforça o nível técnico das disputas.
Com o impacto da competição, Imbituba vai se transformar em um dos principais palcos do surfe no continente logo na abertura da temporada. A Praia da Vila é reconhecida como uma das ondas mais tradicionais do Brasil, com um histórico relevante no cenário mundial do esporte. O local já recebeu etapas do Championship Tour (CT), principal divisão da WSL, além de competições do QS que projetaram novos nomes do surfe mundial.
Circuito amplia presença no cenário internacional
Criado há cinco anos, o Circuito Banco do Brasil de Surfe chega à 19ª etapa desde o início das atividades. Ao longo dessa trajetória, o evento se tornou uma das principais plataformas de formação de atletas no continente.
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Em todas as edições, já foram registradas mais de 2.000 inscrições, com participação de mais de 700 surfistas diferentes. No total, 26 campeões conquistaram títulos nas etapas do circuito.
A presença de jovens atletas também é um dos pontos altos da competição. Cerca de 24,4% dos participantes têm menos de 18 anos e disputam provas profissionais, o que amplia a formação de novos talentos no esporte. O circuito também é porta de entrada internacional para ranquear no QS, e um dos caminhos para o Challenger Series, divisão que antecede o Championship Tour da WSL.
No ciclo entre 2022 e 2028, estão previstas 33 etapas do campeonato. Desse total, 18 ocorreram entre 2022 e 2025 e outras 15 estão programadas até 2028, o que representa um crescimento de 54% no número de eventos. Ao longo do calendário, as disputas já passaram por nove estados brasileiros, com etapas realizadas em cidades como Salvador, Garopaba, São Sebastião, Ubatuba, Marechal Deodoro, Torres, Natal, Guarapari, Imbituba e Saquarema.
Entre os surfistas que já competiram no circuito estão nomes conhecidos do Championship Tour, como Italo Ferreira, Adriano de Souza, Silvana Lima, Wiggolly Dantas, Peterson Crisanto, Jadson André, Alex Ribeiro e Edgard Groggia. Revelações recentes também surgiram nas etapas, como as atletas catarinenses Tainá Hinckel e Laura Raupp, além de outros nomes representando o futuro do surfe brasileiro como Sophia Medina, Gabriel Klaussner, Rodrigo Saldanha e Ryan Kainalo.
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Evento terá atividades culturais e ações ambientais
Além das baterias no mar, o evento transforma a faixa de areia da Praia da Vila em um espaço de atividades esportivas e culturais. A programação terá campeonato de altinha, ações gratuitas para o público, atividades de educação ambiental para a preservação da baleia-franca e shows musicais, inclusive com a banda Dazaranha no dia 28 de março.
Outro ponto de destaque do evento é a sustentabilidade, já que todas as etapas seguem o protocolo da WSL One Ocean, que prevê neutralização de carbono e ações de redução de resíduos durante os eventos. Entre as medidas, está a eliminação de plástico descartável, parcerias com cooperativas locais e reutilização de materiais utilizados nas estruturas das arenas.
Além disso, todas as lonas empregadas nos eventos são reaproveitadas e transformadas em lixeiras ecológicas, bancos de praça, abrigos de ponto de ônibus, necessaires e estruturas de proteção para vegetação nativa. As abraçadeiras de nylon utilizadas na montagem das estruturas também são reaproveitadas e convertidas em quilhas de prancha e raspadores de parafina que são doadas.
Também, estão previstos mutirões de limpeza de praia e programas educativos em escolas públicas, como parte das ações realizadas nas cidades que recebem etapas do circuito.
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Outra ação é o programa WSL Novas Ondas, realizado em todas as competições. A iniciativa convida 25 crianças da comunidade local, com idades entre 8 e 15 anos, para encontros com atletas profissionais. Os participantes terão acesso a conversas sobre carreira, distribuição de equipamentos e uma sessão especial de surfe no mar.

