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Saúde

Cirurgias bariátricas estão suspensas no Hospital Regional de Joinville 

Segundo a Secretaria de Estado da Saúde, ainda não há prazo definido para retomada dos procedimentos  

07/10/2019 - 21h45 - Atualizada em: 08/10/2019 - 14h39

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Patrícia
Por Patrícia Della Justina
(Foto: )

As cirurgias bariátricas agendadas no Hospital Regional Hans Dieter Schimidt estão suspensas em Joinville. De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde, a suspensão foi realizada devido a problemas no material fornecido. As amostras da segunda colocada na licitação realizada pela Secretaria de Estado da Saúde estão sendo avaliadas pela direção dos hospitais e ainda não há um prazo definido para a retomada dos procedimentos.

Para a vice-presidente da Associação dos Obesos Mórbidos de Joinville e Região (Assobesimor), Maria Carolina Ventura Cardoso, este é um problema grave.

- Em Joinville o Hospital Regional é referencia neste tipo de cirurgia. Pacientes de outras cidades vêm pra cá fazer acompanhamento no programa da Obesimor (programa do Hospital Regional Hans Dieter Schmidt, que atende portadores de obesidade mórbida desde 2002), dentro do hospital – considera.

Conforme ela, em 2019, menos de 30 pessoas conseguiram fazer a cirurgia no Hospital Regional. Isso porque eram para ser realizadas 16 cirurgias por mês, mas a falta de material desde o início do ano, passaram a fazer apenas quatro por mês.

Segundo Maria Carolina, são mais de mil pacientes, em Joinville e região, que já iniciaram o tratamento para irem à cirurgia. Em fevereiro de 2019 a Secretaria Estadual da saúde garantiu à Assobesimor que as cirurgias seriam feitas. Ainda conforme a vice-presidente, em setembro não foi feita nenhuma cirurgia e, agora, em outubro, ainda não há materiais.

Demora piora o quadro clínico dos pacientes

Em entrevista concedida ao AN em maio deste ano, quando o número de cirurgias bariátricas havia caído pela metade em razão da falta de materiais, pacientes reforçaram a forma como essa situação contribui para o aumento de peso e consequente piora do quadro clínico dos pacientes.

Leia também: Número de cirurgias bariátricas caiu pela metade devido a falta de materiais em Joinville

— Uma das coisas que nós mais sofremos é com o processo de reganho de peso a partir do momento em que nós somos liberadas pela nutricionista. Porque a gente faz todo um processo que dura um ano e oito meses e, com a demora, você corre o risco de ganhar alguns quilos — disse Cristiane Kuntz, que aguardava pela cirurgia.

— Isso nos deixa mais ansiosos, mais depressivos, mais preocupados. A ansiedade nos faz comer mais — completa.

Maria Carolina, que passou por cirurgia bariátrica e já chegou a pesar 170 quilos antes do procedimento, destaca a importância da situação em relação à saúde dos pacientes.

— Se as cirurgias pararem, muitos pacientes não terão essa chance que eu tive. O obeso é o único doente que é culpado pela sociedade por estar doente, então essa espera eu passei na pele e sei que é desesperadora — afirma.

Obesidade é doença crônica e não tem cura

Segundo a vice-presidente, é necessário que haja uma conscientização social de que a obesidade não é descuido e nem desleixo, mas sim uma doença crônica que não tem cura.

— Apesar de não haver cura, há tratamento, e é por ele que estamos lutando incansavelmente — finaliza.

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