O homem que atropelou e matou Wesley Timóteo Pereira, de 22 anos, foi condenado no primeiro júri do ano em Blumenau. O crime ocorreu perto de uma casa noturna no bairro Boa Vista no final de 2023, mas o julgamento foi feito nesta semana. A pena de 34 anos de reclusão em regime inicial fechado foi por homicídio qualificado por motivo fútil e uso de recurso que dificultou a defesa da vítima, e por duas tentativas de assassinato com as mesmas qualificadoras.
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A sessão terminou no final da noite de quinta-feira (22). Nela, o Ministério Público lembrou todos os detalhes do episódio. Segundo a acusação, na madrugada de 10 de dezembro de 2023, Aylton de Sena Souza estava na boate quando foi retirado do local por seguranças por discutir com a companheira, apresentar sinais de alteração e causar confusão. Ao ser expulso, ameaçou os profissionais de morte.
Na sequência, Wesley teria tentado sair sem pagar o que consumiu, o que fez os seguranças correrem atrás dele. Já na rua, os dois funcionários alcançaram o cliente, que concordou em voltar e acertar a conta. Foi neste momento em que os três foram atingidos pelo carro de Aylton, que invadiu a contramão com os faróis apagados.
Wesley foi arrastado pelo veículo e morreu em decorrência de traumatismo cranioencefálico. Um dos seguranças sofreu ferimentos no rosto e no ombro. O outro conseguiu se esquivar e não foi atropelado. No veículo estavam outras quatro pessoas, entre elas dois adolescentes. Após o atropelamento, o condutor ainda teria parado ao lado das vítimas e dito: “é assim que se resolve as coisas”. Todos saíram sem prestar socorro.
Os dois passageiros adultos foram absolvidos do crime de omissão de socorro.
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O advogado de Aylton, Jaison da Silva, confirmou que vai recorrer ao Tribunal de Justiça. Preso preventivamente desde janeiro de 2024, o cliente dele permanecerá na cadeira durante o andamento dos recursos.

