Uma família de São José levou um susto ao encontrar uma das cobras mais venenosas do Brasil no quintal de casa durante a tarde deste sábado (14). A serpente estava escondida e camuflada sob uma camada de brita. O animal precisou ser resgatado pelo Corpo de Bombeiros Militar.

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Era por volta de 14h quando a família acionou os socorristas para fazerem o resgate seguro da cobra. A equipe de atendimento informou que, ao chegar à casa, localizada no bairro Ipiranga, encontrou a serpente no quintal, escondida entre as pedras.

Ali, os bombeiros verificaram que se tratava de um animal peçonhento, uma cobra-coral verdadeira. Foi verificado que a serpente encontrada possuía aproximadamente 25 centímetros de comprimento.

A equipe fez os procedimentos de captura segura, utilizando técnicas adequadas para manejo, garantindo a segurança das pessoas presentes e a preservação do animal. Após a captura, a serpente foi solta em área apropriada, em terreno afastado de casas, reduzindo o risco de novos contatos com moradores.

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Cobra-coral verdadeira, a mais venenosa do Brasil

A coral-verdadeira (Micrurus) é considerada uma das serpentes mais peçonhentas do território brasileiro com um veneno de alta toxicidade que afeta diretamente o sistema nervoso. “Se uma pessoa é picada, os primeiros sintomas são dormência no local, visão turva e dificuldade na fala. Porém, aos poucos, a peçonha começa a afetar o restante do sistema nervoso, provocando paralisia de músculos importantes, como coração e diafragma – esse último, por exemplo, é um órgão importante que auxilia na respiração”, explica o Butantan em nota.

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No Brasil, os ataques de cobras venenosas têm maior incidência e são consideradas as mais perigosas na seguinte ordem: Jararacas, Cascavéis, Surucucus-pico-de-jaca e, por fim, Corais-Verdadeiras. Porém, a potência do veneno dessas cobras pode ser ranqueada em:

  1. Corais-Verdadeiras: o veneno age no sistema nervoso, paralisando músculos como coração e diafragma;
  2. Surucucus-pico-de-jaca: o veneno age no sistema nervoso, na corrente sanguínea, com necrose local e até óbito;
  3. Jararacas: o veneno pode causar necrose no local da picada;
  4. Cascavéis: o veneno age no sistema nervoso e pode destruir as fibras musculares do local da picada.

A espécie é conhecida principalmente pelo padrão de cores com listras que intercalam preto, vermelho e branco. Conforme o Instituto Butantan, algumas espécies da região amazônica podem apresentar também listras amareladas. O objetivo da coloração da serpente é sinalizar aos predadores que ela é perigosa.

De acordo com o órgão, na natureza, esse tipo de recurso se chama coloração de advertência ou aposematismo. Outro detalhe que chama atenção são seus hábitos alimentares. As corais se alimentam de presas alongadas, como lagartos sem patas, cecílias e outras cobras.

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Outra curiosidade bem conhecida é que a coral-verdadeira tem diversas sósias, as corais-falsas, aponta o instituto. Essas não são perigosas, mas mimetizam as características físicas das corais-verdadeiras para afastar possíveis predadores. As espécies são de famílias diferentes. 

O Instituto Butantan alerta que, caso encontre uma possível coral, não se deve tentar diferencia-lá. O recomendado é se afastar dela e, se estiver em ambiente urbano, avise as autoridades responsáveis. Caso seja picado por uma coral-verdadeira, busque atendimento médico imediatamente.